«Odeio a cultura do ego associada às selfies»

Mais radiante do que nunca, a top model e atriz Eva Herzigova, vive hoje afastada dos flashes, mas prepara-se para novos projetos. Entrevista exclusiva com confissões surpreendentes.

Apesar de criada no ambiente opressivo de Litvinov, uma localidade de 20.000 habitantes a noroeste de uma Praga, na altura submetida à ditadura de Moscovo, no discurso de Eva Herzigova não há espaço para dramas. Aos 16 anos, ganha um concurso de beleza em Praga e daí até ser uma das meninas de Paul Marciano, dono da Guess Jeans, responsável pelo sucesso de Claudia Schiffer e Carla Bruni, foi um ápice. Tudo girava em torno do seu corpo e curvas.

Foi o que lhe valeu o contrato milionário com a Wonderbra, marca que tornou famoso o soutien push-up, que a catapultou para o grupo das supermodelos dos anos da década de 1990. Casada pela segunda vez com o empresário Gregorio Marsiaj, Eva Herzigova, que teve como primeiro marido Tico Torres, baterista dos Bon Jovi,  mora em Londres aos 43 anos, com os três filhos, Philippe de nove anos, George de cinco e Edward de três.

A musa dos tratamentos Capture Totale, que encarna o novo tratamento DreamSkin Advanced de Dior, conseguiu o seu estatuto de ícone da moda sem renunciar a formar uma família numerosa, a sua prioridade, mas não a sua única fonte de satisfação. Em 2017 vai fazer uma exposição sobre os grandes talentos checos do cinema e da literatura, desde Milos Forman a Milan Kundera.

Além disso, vai voltar a trabalhar noutra das suas paixões, a representação, no novo filme do realizador checo Julius Sevcik, «Masaryk». Em entrevista exclusiva à Saber Viver, a modelo fala da vida atual, dos desafios da beleza aos 40 anos e da marca que atualmente promove. Uma marca que a mãe também já usava.

Para si, o que torna uma mulher feminina, elegante, bonita, única?

Quando uma mulher tem confiança em si própria, sente-se bem na sua pele e no seu corpo. Para de se comparar com outros e não tenta parecer-se com outra mulher, o que é um absurdo! Não corra atrás do passado. Opte por mudar de estilo e de estado de espírito, para que se sinta bem novamente.

Qual a qualidade que mais admira numa mulher?

O facto de ser protetora, compreensiva, carinhosa e de ter a coragem para se afirmar.

Na sua opinião, o que é necessário para uma mulher ter confiança em si própria após os 40 anos? Uma vida equilibrada? Um companheiro amoroso? O apoio de outras mulheres? Uma carreira de sucesso?

Ser saudável e estar rodeada por uma família que a adore e a apoie é o mais importante. O facto de ter tido sucesso na carreira e ter alcançado alguma estabilidade também ajuda a encarar a vida com serenidade.

Pode dizer-nos qual a interpretação que faz do slogan «A sua idade: a mais bela idade»? É uma filosofia antienvelhecimento?

Todos devemos descobrir quem somos em cada uma das etapas da nossa vida e sermos capazes de amar essa pessoa.

Acha que as mulheres têm vindo a aceitar de forma mais natural o processo de envelhecimento, sem recorrerem à cirurgia estética, por exemplo, ou não?

Casas como a Dior contribuíram para esculpir a ideia de que uma mulher é bonita aos 40 e aos 50. Hoje sabemos que uma mulher nesta idade tem um sex appeal incrível, quando, há umas décadas atrás, ninguém olharia para elas. É fantástico poder observar esta evolução.

«Odeio a cultura do ego associada às selfies»

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