Entrevista com Gustavo Santos

O ator e apresentador fala da sua paixão pela escrita, do que uma mulher encantadora tem de ter e do que mais gosta de fazer a dois.

O jovem ator cedo se tornou um fiel seguidor da célebre frase de António Gedeão “o sonho comanda a vida!” Indiferente ao que lhe era exigido pela sociedade e pela família, abdicou do curso superior de Educação Física e Desporto, a apenas seis meses de o completar, e foi em busca da sua felicidade: a dança. Bailarino profissional durante vários anos com o grupo Hexa, viria a alcançar o sonho de uma vida ao consagrar-se campeão do Mundo de Hip-Hop no ano de 2001, em Los Angeles.

Para além do “Querido Mudei de Casa”, tem outros projetos profissionais?

Neste momento, ando a gravar mais uma temporada do "Querido, Mudei a Casa", estou a escrever o meu quarto livro e tenho andado pelo país a dar palestras de Desenvolvimento Pessoal em Cursos e Workshops desta área.

Recorde alguns dos seus trabalhos na televisão?

“Morangos com Açúcar”, “Maré Alta”, “Inspector Max”, “Aqui não há quem Viva”, “Câmara Café”, “Vingança”, “Floribella”, “Chiquititas”, “Rebelde Way”, “Espírito Indomável”, e, mais recentemente, “Família Mata”.

Depois da lesão que sofreu, a dança é uma actividade definitivamente abandonada?

Não. Aliás, encontro-me a dar aulas de "Corpo & Movimento", na "Artist", num projeto que visa preparar os alunos para espetáculos musicais.

Quando vai à discoteca não resiste a um pé de dança?

Não vou a discotecas.

Quantos livros já escreveu? Ficou com vontade de repetir a experiência?

Tenho três livros publicados: "Carta Branca", "Os Laços que nos Unem", "A Dança da Vida". Será uma experiência a repetir até ao fim da minha vida!

Quando está apaixonado, é um namorado romântico?

Estou sempre apaixonado. A paixão, seja por pessoas, coisas ou afins, é fundamental para sermos felizes. Sou, sempre fui, um homem apaixonado por pessoas, palavras e afetos. Todos os dias estou com gente, escrevo e abraço quem me apetece. Mais apaixonado, seria impossível.

O que lhe dá mais prazer fazer a dois?

Amor!

Qual foi a surpresa mais engraçada que lhe fizeram até hoje?

No ano passado, quando celebrei o meu 33º aniversário, estava a gravar o "Querido, Mudei a Casa". E, sem saber, prepararam-me um almoço com a equipa toda, namorada, família e amigos. Foi inesquecível.

E uma partida que tenha pregado a alguém?

Faço muitas. Prego sustos de morrer...

Quais são os seus projetos?

Ser cada dia mais feliz. Escrever livros e poder trabalhar mais e mais com a palavra, sempre com vista ao bem-estar dos outros. Ter mais uma coisa ou outra.

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É otimista?

Só há dois caminhos. Ou somos otimistas ou somos pessimistas. Eu sou profundamente otimista!

O que o faz perder o sorriso?

Alguma ausência de valores, o controlo das emoções, a vitimização.

Consegue tratar da sua casa sozinho? É um bom dono de casa?

Claro. Ainda assim, se me puderem lavar a roupa e passar a ferro... tanto melhor!

O que é para si verdadeiramente irresistível?

Futebol Clube do Porto.

Uma mulher encantadora tem de ter o quê?

Segurança, estima e iniciativa.

O que mais teme na vida?

Não tenho medo de nada. Às vezes, quando o quarto está escuro, sinto a necessidade de ligar a tv... (risos) Sou um homem do "Agora", trato de mim a todos os níveis e estou atento ao que acontece à minha volta. Não tenho pelo que temer. Se algo acontecer, cá estarei para tentar fazer as melhores escolhas. Para quê ter medo, quando se pode amar?

Tem medo da solidão?

Nunca tive. Só vive na solidão quem não está em paz consigo.

A felicidade existe?

Claro. A felicidade é um estado, tal como o é a infelicidade e eu sou um homem feliz.

Está em paz com a vida?

A palavra "paz" é, inclusive, a forma como termino todas as minhas conversas. Sou um homem normal com as frustrações normais do ser humano. Umas vezes mais em paz, outras, nem tanto. Tudo depende da minha capacidade de aceitar e perdoar.

Um sonho?

Os sonhos estão intimamente ligados aos valores. Esses são os verdadeiros sonhos. Sonho, sempre, em tornar-me um homem melhor. Em termos de missão, sonho chegar ao maior número de corações e, se assim me permitirem, dirigir essas pessoas à sua própria felicidade.

(Texto: Palmira Correia)

artigo do parceiro: Top Fama

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