Cientistas premiadas em entrevista ao Sapo Mulher

Três portuguesas ganharam o prémio L’Oréal para as "Mulheres na Ciência"

Joana Marques, 32 anos

Doutorada em Biologia Humana na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

O que representa este prémio para si?

É um reconhecimento do trabalho de investigação científica que fiz até agora mas também um incentivo para a realização de novos projectos e para dar continuidade a esta carreira. É de louvar a existência destes prémios que reconhecem e incentivam a investigação científica de qualidade que se faz em Portugal.

O que vai fazer com os 20 mil euros?

O valor do prémio vai permitir adquirir algum equipamento para o laboratório que é importante para a realização deste projecto de investigação.

Quais os projectos profissionais que tem na manga para 2011?

Continuar a investigar na área das células estaminais embrionárias e das células pluripotentes induzidas com o intuito de compreender melhor os mecanismos genéticos que as regulam e contribuir para que no futuro possam ser utilizadas com fins terapêuticos.

Dentro da sua área, qual o maior sonho que gostaria de concretizar?

Gostaria de ver estas células pluripotentes serem utilizadas com eficácia no tratamento de doenças, visto que seria muito compensatório para todos os cientistas que se dedicam a esta investigação no laboratório

Saiba mais na próxima página

Sílvia Barbeiro, 35 anos

Doutorada em Matemática Aplicada pela Universidade de Coimbra e Universidade Técnica de Berlim. Investigadora do Centro de Matemática da Universidade de Coimbra.

O que representa este prémio para si?

Este prémio é o reconhecimento da relevância do meu projecto e sinto-o como um enorme estímulo para continuar a abraçar a investigação.

O que vai fazer com os 20 mil euros?

Uma parte importante do financiamento destina-se à realização de missões científicas. Algumas dessas missões terão como objectivo o desenvolvimento do trabalho de investigação em equipa, que é necessariamente interdisciplinar, e outras servirão para a difusão dos resultados obtidos.

Quais os projectos profissionais que tem na manga para 2011?

Sou professora e investigadora na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e participo regularmente em várias actividades de extensão universitária e divulgação científica. Sinto entusiasmo pelas várias vertentes que constituem a minha carreira profissional. Como Matemática, gosto do desafio de fazer a ponte entre a teoria e as aplicações, usando o raciocínio matemático como chave para melhor compreender fenómenos complexos.

Dentro da sua área, qual o maior sonho que gostaria de concretizar?

Provar um Teorema ou obter a solução de um problema são os sonhos com que vivo no dia a dia de trabalho na minha área. Não consigo dizer qual é o maior, mas quando algum deles se concretiza sinto um grande entusiasmo.

Saiba mais na próxima página

Liliana Bernardino, 30 anos

Doutorada em Biologia Molecular pela Universidade de Coimbra. Investigadora do Centro de Neurociências de Coimbra

O que representa este prémio para si?

Este prémio representa o reconhecimento científico não só deste projecto agora premiado mas de todo o meu percurso científico. É também um incentivo acrescido para continuar a investigar nesta linha de investigação de células estaminais e reparação cerebral.

O que vai fazer com os 20 mil euros?

É importante referir que os investigadores dependem destes apoios financeiros para a realização dos seus trabalhos de investigação, logo, este financiamento é muito importante porque me dará autonomia financeira para poder continuar a trabalhar.
Com os 20 mil euros irei adquirir animais de laboratório (ratinhos), fármacos, e todo o tipo de material necessário para a execução deste projecto. Realço assim, que este montante será para aplicar totalmente em Ciência.

Quais os projectos profissionais que tem na manga para 2011?

De uma forma geral, pretendo continuar a investigar os mecanismos biológicos das células estaminais e tentar descobrir como tirar partido destas de forma a promover a reparação cerebral.

Dentro da sua área, qual o maior sonho que gostaria de concretizar?

Apesar de controversa, esta linha de investigação tem um imenso potencial de resultar em terapias efectivas na reparação do cérebro doente. Sendo assim, o meu maior sonho seria descobrir os mecanismos pelos quais poderemos, um dia, ensinar de uma forma eficiente as células estaminais a reparar as doenças do cérebro.

artigo do parceiro: Nilza Rodrigues

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