Brasileirices

Vir morar a cerca de 7500 km de casa é uma aventura, mas traz saudade. Para além da família e amigos, começa logo pela comidinha caseira, que é rica e que aconchega. Curiosamente o nosso azeite é presença assídua em todas as mesas de restaurantes e lanchonetes que já frequentei na cidade de São Paulo.

Esta cidade, para grande prazer dos mais entendidos gastrónomos, tem uma vasta oferta de restaurantes que não deixam ninguém indiferente, tanto pela comida, como pela arquitetura de interiores que é tão contemporânea quanto fantástica. Também devo dizer que indiferente não se fica, quando é altura de pagar a conta. Comer uma boa refeição num dos restaurantes em voga é caro... caríssimo.

Há também a típica lanchonete. Muitas ainda conservam, por falta de meios ou por opção estética, a traça de outros tempos, que tantas vezes são retratadas nas novelas brasileiras, e digo-vos, são tal e qual. Nas lanchonetes impera o 'choupinho', o 'filé de frango com tudo a que tem direito: arroz, feijão e farofa' e ainda o prato por excelência nacional que é a típica feijoada, mas que à qual, confesso que ainda não me rendi.

Agora falemos daquilo em que sou um verdadeiro expert: CHOCOLATES, DOCES e GELADOS! Chocolatarias não faltam por estas ruas e até grandes montras de bolos caseiros absolutamente deslumbrantes, ou lindas sorveterias que me tanto me regalam os olhos, sempre que vou a pé, caminhando, até ao ginásio. Às vezes resisto, outras...não... E quando não, lá vou eu, de gelado na mão, absolutamente concentrado porque o respeito pelos peões é quase inexistente. O oposto acontece em relação aos cães, sempre enfeitados de totós, laços e laçarotes, perfeitamente combinados, com as roupinhas que vestem os seus lombos.

Tenho muita sorte porque as ruas do bairro onde moro, estão impecavelmente limpas, pois há uma grande consciência cívica.

E são estas diferenças culturais que fazem com que vá conhecendo este enorme e tão diversificado Brasil, e que enriquecem a minha aventura brasileira. Apesar dos contrastes com a minha realidade portuguesa, dou-me conta que somos um povo irmão, unidos pela língua que nos é comum.

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artigo do parceiro: Pedro Carvalho

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