Benedita Pereira em entrevista

Iniciou a carreira no teatro e estagiou ao lado de atores como Carla Bolito, António Pedro Vasconcelos e Nicolau Breyner. Hoje, é uma atriz de sucesso em busca de um lugar ao sol nos EUA

Reservou o primeiro dia após o final das gravações da telenovela «Santa Bárbara», de que é protagonista e que continua em exibição no pequeno ecrã, para uma entrevista com a revista Prevenir. Aos 30 anos, a atriz que se descreve como «exigente consigo mesma» partilhou hábitos de vida saudável e aquilo que aprendeu desde que foi viver para Nova Iorque, nos EUA, para onde regressou após a participação na trama que conta a história de uma mineira que foge e regressa, seis anos depois, para ajustar contas com o passado.

Contou numa entrevista que, em Nova Iorque, ouviu vários nãos quando procurava trabalho. Em que medida isso a ajudou a crescer enquanto pessoa e profissional?

O não faz-nos sempre crescer, seja quando nos é dito ou quando somos nós a dizê-lo. É o não que nos permite descobrir que somos perseverantes, capazes de nos reinventarmos, de pensar «Isto não resultou assim, tenho de mudar de estratégia». Leva-nos a ver o que fizemos bem ou mal e a aprender com os erros. Outras vezes, permite-nos perceber que não temos de mudar nada e que, simplesmente, não era suposto fazermos aquele trabalho.

Que estratégias a ajudaram a não desistir?

Escrevia o que se estava a passar e o que sentia. Criei dois blogues. Era terapêutico, permitia-me raciocinar e perceber que havia saídas e que existia um lado positivo. Também  o facto de as pessoas comentarem  o que eu escrevia fazia com que me sentisse apoiada. E não deixava que a ansiedade se instalasse. Distraía-me e não me isolava. Ia ao cinema, tinha aulas de teatro, via exposições…

Quais são os aspetos mais positivos de sairmos da nossa zona de conforto?

Há coisas sobre ti, como a perseverança, que só descobres quando sais da tua zona de conforto e te pões à prova. Antes de ir para os EUA, eu era feliz, mas agora tenho uma visão mais profunda do que sou, do que é a vida e do que quero. Isto aconteceu porque enfrentei as coisas, porque tive momentos maus, mas também momentos bons.

Em que medida voltar a ser protagonista de uma novela mudou a sua rotina?

Mudou tudo. Ter um trabalho regular é muito diferente de estar à procura do próximo trabalho. Significa sentir menos ansiedade, mas fisicamente é mais duro. Se estou 12 horas em estúdio, saio de casa às 07h30. São muitas cenas e tem de haver uma grande dose de concentração. À noite, tenho de estudar e preparar as cenas do dia seguinte.

Atualmente, tem tempo para fazer exercício?

Em Nova Iorque, cheguei a treinar seis dias por semana. Fazia aulas, kickboxing… Gosto de ir variando as modalidades. Quando estou a gravar, tento ir duas vezes por semana. Não é só uma questão de cuidar da silhueta. Se falho, o meu corpo começa a ressentir-se. Sinto dores nas costas... Ultimamente, tenho feito exercícios aeróbicos, orientada por um personal trainer.

Também já participou em corridas nos EUA…

É uma longa história… [risos] Inscreveram-me, sem eu querer, numa corrida de oito quilómetros do dia de Portugal. Eu nunca tinha corrido. Na altura, fazia kickboxing e fui treinar para a corrida. Não gostei do treino, mas adorei a corrida. Consegui fazer os oito quilómetros e diverti-me.

Depois, inscrevi-me numa corrida de dez quilómetros, comecei  a treinar sozinha e a ganhar gosto. Consegui completá-la.  Ultimamente, com as gravações da novela, até para evitar lesões, não tenho corrido grandes distâncias.

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