«As pessoas estão a precisar de positividade»

Em 2012, trocou um jornalismo que já pouco a satisfazia por uma outra paixão que a fez abraçar uma nova vida, o ioga. Em entrevista, Filipa Veiga, uma das embaixadoras do evento Wanderlust 108, explica porquê.

A vida insiste em pregar-lhe a partida de a fazer andar de um lado para o outro. Nasceu em Aveiro mas cresceu em Macau. Tirou o curso de direito mas foi como jornalista na SIC que Filipa Veiga iniciou a carreira. Há cinco anos, pediu uma licença sem vencimento e foi para Bali, na Indonésia, onde viveu durante quase quatro anos e onde regressa regularmente por causa de projetos ligados ao ioga que por lá mantém, em paralelo com os que vai tendo por cá.

Autora do blogue Yoga-me e do livro «Yoga-me – A arte de abrir o coração», publicado pela editora Nascente, é uma das embaixadoras do Wanderlust 108, o primeiro triatlo mindful do mundo, que se realiza no próximo dia 8 de outubro de 2017 no Campus da Fundação EDP/MAAT, em Belém, em Lisboa. Em entrevista ao Modern Life/SAPO Lifestyle, media partner desta iniciativa, fala do seu processo de mudança e antecipa o evento.

Tirou o curso de direito, foi jornalista e hoje é professora de ioga e bloguer. Como é que isso aconteceu?

Eu nasci em Aveiro. A minha família é do norte e, aos quatro anos, em 1980, fomos todos para Macau. Foi lá que cresci, estudei e vivi toda a minha vida. O ioga veio um bocadinho por toda essa influência, meio oriental. Saí de lá com 18 anos, estudei na Faculdade de Direito de Lisboa e tirei o curso de direito.

Fiz o curso mas nunca foi a minha praia. O que eu gostava mesmo era de ser jornalista. Quando acabei o curso, inscrevi-me no CENJOR [Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas], acumulando com o estágio de advocacia. No dia a seguir a acabar esse estágio, entrei para o da SIC. Entrei para a redação da SIC Notícias, que tinha na altura cerca de um ano. E fiquei!

Comecei na cultura. Fiz o [programa] «Cartaz», o «Sociedade das Belas Artes» com a Bárbara Guimarães, o «Páginas soltas»… Fiz muita coisa relacionada com cultura e depois, lentamente, fui incorporando a redação. O meu percurso profissional foi na SIC. É a minha casa!

Mas vê-se a voltar a fazer jornalismo?

Não, hoje em dia era incapaz. Já não me identifico…

 Há quanto tempo saiu da SIC?

Estive lá até 2012. Saí no ano em que fui viver para Bali. Na altura, tirei uma licença sem vencimento. Na redação e na direção, disseram-me logo que já não voltaria. Ao fim de dois meses, escrevi-lhes a dizer que, de facto, a minha vida era em Bali e que era por lá que eu ia ficar.

E é aí que entra o ioga?

O ioga já fazia parte da minha vida desde que eu dançava. Sempre dancei, desde pequenina. Comecei no Conservatório e houve uma altura em que achei que a dança já não fazia sentido na minha vida. Estava na Faculdade de Direito de Lisboa e alguma coisa me fez perceber que eu queria o ioga. Lembro-me de ter esta fixação.

Andei à procura em Lisboa. Na altura, havia muito pouca coisa. E encontrei a Casa Vinyasa - Ashtanga Yoga Shala, onde comecei a praticar e a perceber o que era este mundo. O ioga passou a ser a minha ferramenta. Passou a ser a minha atividade física e emocional.

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