Você sente-se

O que a ciência já descobriu sobre este estado emocional

  • Se está ansioso é porque tem medo de alguma coisa que está a antecipar. Está a equacionar a possibilidade de acontecer algo de errado no futuro.

    Pode até não saber do que se trata de forma consciente, mas há algo que é percebido por si como uma ameaça, desencadeando uma reacção de alarme: a ansiedade.

    Perante uma ameaça, as possibilidades são a fuga ou o confronto. Ambas implicam que o seu corpo se prepare com um acréscimo de energia, mas se essa tensão não for descarregada haverá uma sobrecarga no seu organismo

  • Algo está a ser percebido por si como uma ameaça, mesmo que de forma pouco clara ou consciente.

    Esse «algo» é pouco concreto (um acontecimento, circunstância, contexto...) e é potencial (ainda não ou nunca aconteceu) ou imaginário (provavelmente, nunca irá acontecer).

    Você acha, mesmo que de forma inconsciente, que não é capaz de enfrentar essa ameaça (o seu auto-conceito está enfraquecido e tem pouca auto-estima, lembrando-se de experiências passadas em que «falhou»).

    Para si o futuro é ameaçador: não sabe bem o quê, mas espera que algo negativo aconteça («a minha vida já correu mal tantas vezes que só pode continuar a correr mal».)

    • O lobo frontal do hemisfério esquerdo do seu cérebro é a zona mais activa.
    • Estão a ser libertadas mais hormonas de stress (exemplo: adrenalina, cortisol) do que normalmente.
    • Tem os músculos tensos.
    • O batimento cardíaco está acelerado (taquicardia).
    • A respiração é caótica.
    • Sente tensão ou compressão na zona cardíaca.
    • Tem tremores e suores frios.
    • Sente compressão ou ardor na zona abdominal, nó na garganta..
  • Para não ficar refém deste estado emocional, é essencial que aprenda a distinguir uma ameaça real de uma ameaça potencial e exercite a sua capacidade de moderar as reacções.

    Na prática, o seu organismo reage da mesma forma face a ameaças reais e imaginárias: os grupos celulares do cérebro activados são os mesmos em ambos os cenários, embora os riscos só existam perante uma ameaça real.

    É, pois, importante aprender a moderar essas reacções para as adequar aos riscos reais que está a enfrentar.

    Para tal terá de por em prática duas estratégias:

    1º Passo: Conheça-se a si mesmo

    2º Passo: Passe à prática

  • A ansiedade começa a tornar-se patológica quando os sintomas são muito recorrentes e intensos.

    Se é o seu caso, então pode estar a viver um estado generalizado de ansiedade.

    Muitas pessoas desenvolvem medos que acabam por condicionar a sua vida: para se protegerem, tomam decisões em função do medo e não daquilo que realmente desejam.

    Se é isto que se passa consigo, está na altura de procurar ajuda especializada.

    • Perda de flexibilidade muscular
    • Maior propensão para problemas músculo-esqueléticos
    • Tendência para o desenvolvimento de fadiga crónica
    • Ataques de pânico
    • A ansiedade generalizada sustida durante muito tempo pode contribuir para o desenvolvimento de fibromialgia
    • A ansiedade pode ser uma manifestação (sintoma) de quadros como fobias ou depressão ou contribuir para o seu desenvolvimento
  • Caso sinta ansiedade de forma recorrente e intensa, aconselha-se a procura de ajuda especializada.

    A psicoterapia aplica-se a todas as situações de sofrimento psicológico que a pessoa não está a conseguir resolver ou compreender pelos seus próprios recursos.

    Se suspeita de uma situação do foro médico (tumores, síndromas neurológicos, problemas endócrinos, etc.), um psiquiatra estará mais habilitado a fazer uma triagem.

    Caso contrário, poderá consultar um psicoterapeuta. Os bons profissionais têm noções de diagnóstico que lhes permitem fazer a triagem dos casos que necessitam também de apoio médico e psiquiátrico.

Fonte e revisão científica:

  • Vítor Rodrigues, psicólogo clínico e ex-presidente da EUROTAS - Associação Transpessoal Europeia