Cuidados de viagem para pessoas com deficiência

As situações de invalidez não têm de ser um entrave a uma deslocação tranquila. Siga as recomendações de Jorge Atouguia, especialista em medicina do viajante

Existem empresas que organizam férias e viagens para pessoas com deficiência, para que as situações de invalidez não possam ser um obstáculo (ainda mais) penalizador. Em casos de viajantes com deficiência, segundo Jorge Atouguia, especialista em medicina do viajante, «o mais importante é garantir previamente as condições máximas de conforto durante o voo, na estadia e no regresso». Seguem-se mais seis recomendações do especialista que não deve hesitar em pôr em prática para facilitar a vida de quem tem de se sujeitar a uma série de condicionantes:

1. Os viajantes com deficiência física devem escolher atempadamente o destino, procurando garantir o máximo de conforto durante a viagem. Essa missão implica informar-se previamente sobre as condições de acessibilidade dos meios de transporte que vai usar e dos locais que terá de frequentar para os apanhar.

2. Países onde não haja qualquer apoio para o tipo de deficiência do viajante não são recomendados. A lista exclui muitos dos destinos fora dos circuitos mais urbanos e países menos desenvolvidos.

3. De uma forma geral, estes viajantes (sobretudo se utilizarem próteses) devem consultar o médico assistente antes de viajar. Para evitar stresses e ansiedades de última hora, organize a viagem ou a deslocação com tempo.

4. Se existirem riscos específicos no destino, deve também fazer uma consulta de viajante, idealmente cerca de um mês antes da partida.

5. Se a deficiência física obriga a situações especiais num avião, devem recorrer aos serviços médicos da companhia aérea para saber os regulamentos sobre as condições de viagem, serem avaliados e serem accionadas as medidas de apoio para a viagem aérea.

6. Algumas deficiências físicas ou psíquicas exigem a presença de um acompanhante. Essa decisão deve ser tomada pelo próprio viajante ou familiares, mas os serviços médicos da companhia aérea também têm de ser consultados e, em última instância, terão a decisão final.

Texto: Ana Lia Pereira com Jorge Atouguia (infecciologista)

artigo do parceiro:

Comentários