São Francisco, a joia da Califórnia

Palco dos movimentos hippie e gay nos anos 60, enquadrada numa paisagem particular e recheada de história, esta cidade justifica uma passagem por lá.

“If you’re going to San Francisco, be sure to wear some flowers in your hair. If you’re going to San Francisco, you’re gonna meet some gentle people there”… a música escrita por John Phillips dos The Mammas&The Pappas e imortalizada por Scott McKenzie, fala de São Francisco no final dos anos 60, quando a cidade do norte da Califórnia era a capital mundial dos movimentos hippies e gay, vindo a ser um hino para um estilo de vida alternativo e contra-cultural.

Esta índole irreverente de São Francisco começou com os escritores da Beat Generation nos anos 50, tendo seguido nas décadas seguintes e chegando mesmo aos nossos dias, o que lhe dá uma aura muito particular no cenário dos Estados Unidos da América e faz dela um ponto de visita essencial para compreender esse país.

São Francisco fica situada num local com um enquadramento natural maravilhoso, ombreando com cidades como o Rio de Janeiro, a Cidade do Cabo, Sidney ou Lisboa. São inúmeros os atrativos naturais, desde a baía homónima que separa a cidade das suas vizinhas Oakland e Berkeley, os montes circundantes que decoram a paisagem, as ilhas, como a mítica Alcatraz, que pontuam a água da baía, o Pacífico, que se estende sem fim para lá da Golden Gate Bridge. A natureza é razão suficiente para a conhecer, mas São Francisco tem dentro de si muitos mais motivos para justificar uma passagem.

A cidade foi fundada por missionários espanhóis no final do século XVIII, tendo desde então crescido à razão da chegada de novos habitantes que a demandaram na era do Gold Rush e depois com a chegada do caminho-de-ferro. O tecido social da cidade foi sendo enriquecido com comunidades étnicas como os chineses, tendo aqui nascido aquela que foi provavelmente a primeira Chinatown fora da China. Este bairro é um dos mais pitorescos da cidade, recheado de lojas e restaurantes chineses, de letreiros em Mandarim e de lanternas chinesas a fazer as vezes de candeeiros. Apesar de os descendentes dos seus primeiros habitantes já estarem perfeitamente assimilados na sociedade americana, com a chegada de novos chineses nas últimas décadas o bairro tem-se regenerado e mantido bastante “chinês”.

Descendo de Chinatown por uma das suas muitas colinas, onde circulam elétricos em muito semelhantes aos de Lisboa, chega-se ao Financial District e ao Embarcadero, onde se situam os famosos piers da cidade. O mais imponente deles é o Ferry Building, no Pier 1, onde existem vários restaurantes e lojas com vista sobre a baía. É destes piers que partem os barcos para passeios turbaicos na rs que partem os barcos para passeios turmais imponente deles ocial da cidade foi sendo enriquecido com comunidades ísticos na baía, nomeadamente com Alcatraz, também chamada “The Rock”, a mítica ilha-prisão que durante toda a sua “vida” conseguiu nunca deixar fugir nenhum prisioneiro, dos quais o mais famoso foi Al Capone. A visita à antiga prisão é um dos pontos altos da visita à cidade mas existe muito mais para ver, como o Fisherman’s Wharf, o Golden Gate Park, o bairro hippie de Haight-Ashbury e o Bairro de Castro, epicentro da comunidade gay. 

Para além do interesse que São Francisco oferece dentro de portas, a cidade é ainda uma base perfeita para visitar outros pontos de enorme interesse na Califórnia, entre os quais a região vinícola de Napa Valley a norte, Monterrey e a Pacific Coast Highway a Sul e os parques nacionais de Yosemite e Sequoia, a oeste. Por essas razões também “you should go to San Francisco”… 

Miguel Júdice

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