Os surpreendentes encantos do Jardim do Luxemburgo

Mandado construir por uma viúva real italiana em 1612, este parque de inspiração italiana no coração de Paris é um dos jardins mais visitados da capital francesa

Canteiros floridos, árvores, lagos, espaços lúdicos para as crianças, zona de desportos para adultos e relvados, está lá tudo… O Jardin du Luxembourg, como os franceses lhe chamam, possui também um teatro de marionetes e recantos calmos, com cadeiras para repouso ou leitura, áreas mais animadas para adultos e crianças e alguns quiosques para refeições rápidas. Considerado um dos mais bonitos parques de Paris, o Jardim do Luxemburgo foi criado por iniciativa da rainha Marie de Médicis, mãe do rei Luís XIII, no início do século XVII.

Localizado entre Saint-Germain-des-Près e o Quartier Latin, o bairro latino da cidade, alberga o antigo palácio real, atual sede do Senado desde 1958. Muito apreciado, constitui um dos locais preferidos pelos parisienses para os momentos de lazer, embora seja também muito apreciado pelos turistas que visitam a capital francesa. A história do Jardim do Luxemburgo começa em 1612 quando a rainha adquire a propriedade e manda erguer o Palácio do Luxemburgo, da autoria do arquiteto Salomon de Brosse.

O edifício foi erguido onde anteriormente existiu um hotel particular pertença de François, duque do Luxemburgo. Aparentemente cansada do Palácio do Louvre, foi este o local eleito pela rainha para matar saudades da sua terra natal, Florença. E, por isso, não é de estranhar que tenha ido beber inspiração aos Jardins Boboli, naquela cidade italiana. Da cidade italiana vieram plantas autóctones e a arquitetura, essa, também tinha que fazer lembrar a dos jardins italianos de Florença.

Os muitos atrativos do jardim

Ao todo são 25 hectares de parterres empedrados e relvados, onde as estátuas e os enormes tanques de água fazem deste um local único no coração de Paris. O lago frente ao palácio, de grandes proporções, é mesmo um dos locais de eleição dos mais novos que o utilizam sempre que o tempo o permite para exercitarem os seus dotes de pilotos de barcos que com perícia comandam à distância. Estas autênticas regatas em miniatura são um dos numerosos atrativos do parque, todo ele recheado de motivos de visita e de espaços vocacionados para o lazer.

Passeios de pónei, ténis e aluguer de barcos são algumas das atividades disponíveis e que prometem tornar a visita num dia inesquecível. Um pomar de macieiras e pereiras, o Teatro de Marionetas, monumentos e estátuas, canteiros com plantas e flores, convivem neste jardim que mais se assemelha a um parque e constituem uma autêntica galeria de arte a céu aberto.

As esculturas instaladas um pouco por todo o recinto atravessam vários períodos históricos entre os séculos XVI e XIX e sabe-se que os Jardins do Luxemburgo foram local de preferência de alguns escritores que viviam nos arredores, como foi o caso de Baudelaire, Lamartine, Musset, Verlaine, Victor Hugo, George Sand, Balzac, Hemingway e Sartre, apenas para citar os mais conhecidos.

Texto: Luís Melo

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