Os novos tipos de turismo

Mais de 1,23 mil milhões de turistas viajam anualmente. Mas nem todos são iguais. Descubra o significado de novas expressões que definem correntes e que têm vindo a ganhar adeptos.

Fruto das permanentes mudanças socioculturais e tecnológicas, a tipologia do turista está a alterar-se. Nos últimos anos, a crise financeira global teve um impacto em diversas áreas e o turismo não foi exceção, forçando os viajantes a adaptarem-se. Por exemplo, evoluiu-se do simples backpacker (viajantes solitários de mochila às costas) para conceitos como flashpacking (adeptos de promoções e viagens a baixo custo).

Outro dos conceitos que cresceu na última década foi o das viagens em modo maratona (circuitos que contemplam muitos pontos de passagem de curta duração) e para a opção do slow travel, um tipo de turismo menos urbano e longe dos grandes roteiros turísticos. O site Hoteis.com reuniu algumas novas definições atuais da moderna indústria hoteleira. Confira e desvende o significado de algumas delas:

- Flashpacking

Esta é a versão mais recente do backpacking. Resumidamente, os flashpackers combinam viagens de baixo custo com alojamentos, atividades e alimentação de maior qualidade. A essência do backpacking está presente mas com mais estilo. Já não se pede boleia nem anda com os trocos contado. Outra característica de destaque é a constante utilização de novas tecnologias.

Muitos utilizam aplicações móveis e servem-se de ferramentas digitais indispensáveis para as viagens, através das quais pesquisam as melhores opções. Se o seu perfil encaixa neste conceito, o Chili Hostel, em Praga, na República Checa, é uma boa opção, dado que combina uma estadia económica numa cidade interessante com a possibilidade de aceder à internet gratuitamente via Wi-Fi.

- Slow-travel

Este é o tipo de turismo que permite conhecer o coração vida local de cada cidade e comunidade. Deste fazem parte pessoas que gostam de passear tranquilamente pelas ruas e relacionar-se com as pessoas e o espaço, sem ter a preocupação de ver os 300 monumentos e museus assinalados previamente num mapa. Os chamados slow travelers permanecem no mesmo destino cerca uma semana, no mínimo.

O seu objetivo está, contudo, longe de se limitarem a visitar os locais de referência, muito pelo contrário. Geralmente, optam por alojamento em opções que lhes permitam sentir-se como se estivessem em casa, o que implica forçosamente ficar longe dos locais massificados tipicamente repletos de turistas. É desta forma que procuram ligar-se ao ambiente e, simultaneamente, desligar-se do resto do mundo.

Se pretende viajar em modo slow, uma boa proposta será optar por uma estadia numa unidade hoteleira dentro da linha das Casas Rurales (na imagem inferior) em Atalaya del Segura, em Chiclana de Segura, em Espanha. Duas casas de pedra, construídas na rocha, que foram completamente rehabilitadas. Em Portugal, o Monte do Zeca, no Monte da Figueira, na Zambujeira do Mar é outro desses sítios.

Os novos tipos de turismo

Veja na página seguinte: É um turista rough-luxe? 

Comentários