Ópera, música sinfónica, cinema e jazz abrem o renovado Grande Auditório da Gulbenkian

O grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reabre no dia 15, com um programa que inclui cinema, ópera, música sinfónica e jazz, dando visibilidade à versatilidade do renovado equipamento de espetáculos.

O sábado, dia 15 de fevereiro, é dedicado à reabertura da grande sala de espetáculos da Fundação com a exibição em continuo, a partir das 14:00, no auditório 3, do filme “Grande Auditório – Memorial de uma obra”, de João Mário Grilo, realizador que, nos últimos meses, filmou as obras.

A partir de domingo, o filme é exibido na galeria de exposições temporárias no âmbito da mostra “Acesso interdito”, que reúne trabalhos fotográficos de Ana Gaiaz e Márcia Lessa.

Durante o dia, no novo “foyer” equipado com um bar, são promovidos encontros do público com os músicos da orquestra.

O Grande Auditório abre portas pouco antes das 14:00, quando é exibido o filme/ópera “Elektra”, de Richard Strauss, numa encenação de Patrice Chéreau, com a Orchestre de Paris e o Coro Gulbenkian, sob a direção musical de Esa-Pekka Salomen.

Às 17:00, sobe ao palco a Orquestra XXI, sob a direção de Dinis Sousa, que irá interpretar a Sinfonia n.º1 de Gustav Mahler, segundo a versão de câmara de Iain Farrington.

Às 19:00, sobem ao palco as cantoras Marta Hugon e Patrycia Gabriel, com o Coro Gulbenkian, sob a direção de Jorge Matta, para apresentar “Vem cantar Gershwin”, acompanhados pelos músicos Pedro Moreira (saxofone tenor), João Moreira (trompete), Óscar Graça (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

Às 21:00, a maestrina Joana Carneiro dirige a Orquestra Gulbenkian que irá tocar “Assim falava Zaratrusta”, opus 30, de Richard Strauss, e a Sinfonia Fantástica, opus 14, de Hector Berlioz.

A orquestra incluirá os jovens músicos do Estágio Gulbenkian para Orquestra.

O programa das celebrações encerra com a exibição da cópia digital e remasterizada do filme “2001: Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrik.

A sala foi, nos últimos oito meses, alvo de obras de requalificação que a tornaram mais moderna, tecnologicamente mais preparada e segura, com locais para pessoas com mobilidade reduzida, divulgou a FCG.

As obras de renovação respeitaram a “atmosfera única do grande auditório”. A arquiteta Ana Tostões, que está a preparar uma “memória do grande auditório” que será condensada numa publicação, afirma, no boletim mensal da FCG, que “é impossível” imaginar esta sala de espetáculos “com o chão em madeira, sem as suas alcatifas e sem as suas cadeiras estofadas que lhe dão o conforto que todos conhecemos”.

Deste modo foi mantida "essa atmosfera”, apesar das renovações, essencialmente a nível técnico e de segurança, adaptando a sala para diversas utilizações, além da programação musical.

“Todos os elementos da sala, desde a madeira das paredes à alcatifa e estofos das cadeiras, agora renovados, foram preservados de modo a respeitar a perfeita harmonia e a especificidade do espaço”, escreve a FCG que acrescenta terem sido alargados os espaços de circulação,

As obras que envolveram outras áreas além do grande auditório, remodelaram “completamente” a sala do coro que passa a dispor “de um espaço moderno, funcional e com melhores condições acústicas”.

Lusa

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