O bairro da arte que está a nascer em Cascais

Visitámos o Cidadela Art District, a primeira iniciativa do género em Portugal, com a melhor das guias, Bárbara Noronha, a art concierge da Pousada de Cascais – Cidadela Historic Hotel

De fora, as muralhas da Cidadela de Cascais escondem o que se vê quando se ultrapassa a entrada e se chega à Praça de Armas. Em frente, temos o edifício da pousada, no lado esquerdo, a Taberna da Praça e o Palácio da Cidadela e, no direito, as galerias de arte e open studios dos artistas residentes neste bairro das artes em pleno centro de Cascais. Bárbara Noronha, art concierge da Pousada Cascais – Cidadela Historic Hotel & Art District, uma profissão inovadora em Portugal, foi a nossa guia privilegiada neste mundo onde a hotelaria e a arte andam de mãos dadas, numa iniciativa única na Europa.

O Cidadela Art District «nasceu para aumentar a oferta cultural de Cascais, pois a Cidadela sempre foi um polo cultural da cidade», explica a mulher que, desde março de 2014, altura da inauguração, faz a ligação entre o projeto, que tem como diretor artístico Sandro Resende, os artistas e quem o visita, mas só mais recentemente foi intitulada art concierge, iniciando assim um novo capítulo nesta iniciativa especial.

«Estou cá de domingo a quinta sempre disponível para quem vier visitar o Cidadela Art District», sejam clientes do hotel, sejam turistas que por aqui passem ou mesmo as pessoas que vivem nas redondezas, por marcação ou não. «Se eu estiver disponível, podemos fazer a visita no momento», diz Bárbara Noronha. A visita começa no interior da pousada, pois «o objetivo é que todos os espaços da cidadela sejam lugares expositivos e as paredes da unidade hoteleira são o exemplo disso», revela a art concierge.

Cinco meses depois da inauguração, já iam na segunda exposição, intitulada Cidadela Art District Dois, que se prolongou até meados de Setembro de 2014. «Ao todo temos 20 obras, que incluem fotografia, serigrafia, desenho e instalações de Ângela Ferreira, Mendes de Almeida, Bruno Pereira, Ana Velez, João Noutel e de vários artistas do Centro Português de Serigrafia. Mas houve obras da primeira mostra que se mantêm, entre as quais as de Cristina Lucas, José Maçãs de Carvalho, Luís Alegre, José Luís Neto, Sandro Resende, Luís Nobre, Duarte Amaral Netto e Paulo Arraiano”, explicou, na altura, Bárbara Noronha.

A Fundação Rui Osório também escolheu a cidadela para exibir a exposição Art Againts Child Cancer, onde «sete artistas contemporâneos reinterpretaram pinturas de sete crianças com doença oncológica», sob o mote «Se Fosses Inventor o que Inventavas». «Também existem mais três quartos de autor, que, tal como os que foram feitos na primeira parte do projeto podem ser visitados se não estiverem ocupados», esclarece ainda.

Open studios para ver os artistas a trabalhar

Lá fora, na Praça de Armas situam-se as galerias e os open studios, onde os artistas podem ser vistos a trabalhar. Bárbara Noronha guiou-nos até lá, começando na Allarts, que está inserida no edifício da Pousada e foi a primeira chegar à Cidadela Art District, dedicando-se, sobretudo, «a mostrar o trabalho de novos talentos da pintura», explica a art concierge.

Veja na página seguinte: Alguns dos open studios em destaque neste espaço

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