Jardins históricos do Palácio Nacional de Queluz vão ser recuperados

O plano de intervenção para 2015, que representa um investimento de 2,8 milhões de euros, contempla o restauro da cascata e a reconstituição do jardim botânico, além do arranjo do edifício

Os próximos meses vão ser de trabalhos nos jardins e no edifício do Palácio Nacional de Queluz. A Parques de Sintra-Monte da Lua, empresa que gere o espaço, arrancou em janeiro com as intervenções necessárias para a recuperação daquele património. O projeto, que representa um investimento global de cerca de 2,8 milhões de euros, inclui a recuperação das fachadas, das cantarias, dos vãos e das coberturas do palácio, a par da revisão das infraestruturas de energia e comunicações, bem como a proteção contra descargas atmosféricas, o sistema de videovigilância, a ligação dos esgotos à rede pública e ainda a requalificação do piso térreo.

Inacabado desde a reconstrução após o incêndio de 1934, esse espaço será beneficiado para a disponibilização de uma cafetaria, auditório e espaço de apoio para eventos, naquele que é um dos palácios nacionais mais procurados para este efeito e que já acolheu personalidades como o ex-presidente dos EUA Bill Clinton e os últimos reis de Espanha.«No que respeita aos jardins, cujas intervenções estão ainda sujeitas a apreciação por parte da Direção-Geral do Património Cultural, os projetos previstos abrangem a recuperação do Jardim de Malta», informa a empresa em comunicado.

O projeto abrange ainda «a reconstituição do jardim botânico, e ainda a recuperação da cascata, bosquetes e caminhos, a revisão e melhoria do sistema de águas (tanto ao nível das fontes, tanques e lagos, como da rega) e novas plantações para proteger as vistas de quem se encontra no interior do jardim». «O Palácio Nacional de Queluz e os seus jardins históricos constituem um dos exemplos mais extraordinários da ligação harmoniosa entre paisagem e arquitetura palaciana em Portugal, refletindo o gosto da corte nos séculos XVIII e XIX (período marcado pelo barroco, o rococó e o neoclassicismo)».

O estado de degradação que importa travar

Em 1934, o palácio foi alvo de um incêndio que o destruiu parcialmente, tendo sido feitas várias obras de reconstrução nessa altura. «O diagnóstico do estado de conservação do palácio e jardins, efetuado logo após a Parques de Sintra ter recebido a gestão do Palácio Nacional de Queluz (no final de 2012), confirmou o elevado estado geral de degradação do conjunto, devido à carência quase total de investimentos», pode ler-se ainda no documento enviado para as redações.

«Foram então analisadas as áreas a necessitar de recuperação, inclusive com o apoio de especialistas (nomeadamente da Direção-Geral do Património Cultural e do Instituto Superior Técnico), desenvolvidos/adaptados os projetos detalhados de intervenção e lançados os concursos para seleção das empresas de recuperação, no que respeita aos trabalhos no palácio. Arrancam agora os trabalhos no palácio, tendo como objetivo a sua conclusão até ao verão de 2015 (o que permitirá apresentar o palácio recuperado ainda durante a época alta) e terão também início este ano as intervenções nos jardins», informa a empresa.

As intervenções previstas poderão afetar ocasionalmente e execionalmente algumas das deslocações dos turistas mas nem o palácio nem os jardins serão encerrados. «Os trabalhos em causa não irão implicar em nenhum momento a interrupção dos percursos de visita, pretendendo-se, pelo contrário, de acordo com a política habitual de aberto para obras da Parques de Sintra, que os visitantes acompanhem o progresso das intervenções. Será portanto possível, dentro do respeito pelas regras de segurança, assistir aos trabalhos, bem como aceder a informação sobre os mesmos», assegura a empresa.

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