Desempenho energético dos eletrodomésticos nem sempre é real e pode induzir em erro

Uma análise realizada por organizações não-governamentais europeias concluiu que os ensaios de eletrodomésticos sobre o seu desempenho energético "nem sempre" refletem a forma como o consumidor utiliza os aparelhos, podendo "induzir em erro", alerta a Quercus.
créditos: Pixabay

"O estudo revelou que as normas de ensaio, quando usadas para a declaração de desempenho energético desses produtos, nem sempre refletem a utilização típica que o consumidor lhes dá, nem os desenvolvimentos tecnológicos", refere informação hoje divulgada em Portugal pela Quercus.

As organizações não-governamentais de ambiente (ONGA) europeias defendem a necessidade de "eliminar o desfasamento dos testes garantindo aos consumidores etiquetas energéticas baseadas no uso real", através de um reforço dos testes efetuados a máquinas de lavar louça, frigoríficos e televisores. Exigem regras "mais precisas, justas e relevantes para o consumidor, em conformidade com a disposição incluída na nova revisão do regulamento de Etiquetagem Energética da UE" e consideram que "as normas harmonizadas devem tentar simular o uso real, na medida do possível, mantendo um método de ensaio padrão".

As normas devem igualmente ser atualizadas de acordo com a evolução tecnológica e as novas funcionalidades que entrem no mercado. Na semana passada, o Parlamento Europeu aprovou a revisão do Regulamento de Etiquetagem Energética visando reforçar o papel do consumidor.

Na sequência dessa decisão parlamentar, o grupo de ONGA publicou agora um relatório com os resultados de 18 meses de pesquisa sobre as normas de ensaio de três produtos incluídos no sistema de etiquetagem energética.

Veja ainda: 10 coisas que deveria lavar (e nunca lava)

Comentários