Grilo dos arbustos

Uma praga que requer controlo biológico

Grilo, grilo dos arbustos, grilo das quatro
manchas (Leptophyes punctatissima Bosc) e Phaneroptera
nana nana Fiber
são os nomes dados a esta praga.

De cor verde, este pode medir até cerca de 18 mm
de comprimento. Os olhos são amarelados
com uma risca preta.

As asas são vestigiais
(15-16 mm) e as fêmeas têm um robusto ovipositor
na parte de trás do abdómen.

As ninfas são idênticas
aos adultos mas mais pequenas. Os seus ovos são colocados no Outono,
nos rebentos de várias plantas. Os ovos rebentam
na Primavera e no início do Verão, as ninfas
alimentam-se bem de folhas e chegam ao estado
de adulto em 3 meses. Os adultos são excelentes
saltadores e permanecem neste estado de Julho a
Novembro.

Só existe uma geração por ano. As plantas mais sensíveis a esta praga são as macieiras, pereiras, pessegueiros
(nectarinas), ameixeiras, videiras, pysalis
(lanterna chinesa), oliveiras, planta do tabaco e
outras fruteiras e arbustos.

E quais os danos que este pode causar? Come as folhas (grandes buracos nas
folhas mais largas), flores e sementes das plantas.
A alimentação é quase sempre feita durante a
noite. Não se trata propriamente de uma praga,
porque estes insectos vivem normalmente, solitários,
não causando grandes prejuízos (existem
poucos casos de grandes ataques).

Como proceder ao combate biológico? Uma hipótese é a aplicação de produtos
como o neem (Azadirachta indica) e sabão azul,
píretro, no fim da noite. Além disso, saiba que algumas aranhas, escaravelhos,
sapos, sardões e cobras são predadores dos grilos
e dos seus ovos.

Algumas moscas e as vespas, são
parasitas. Existe um fungo (Beauveria bassiana),
que é utilizado (comercializável) no combate a esta
praga, em determinadas zonas dos Estados Unidos
da América. Existe ainda um patogénio (Nosema
locustae protozoan
), que infecta muito os grilos e
gafanhotos.

Texto: Pedro Rau (engenheiro hortofrutícola)

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