Deixe de fumar com hipnoterapia

Saiba como a hipnoterapia a pode ajudar a deixar de fumar

O cigarro causa não só dependência física como psíquica. A hipnoterapia pode ter resultados bastante eficazes.

A utilização da hipnose é seguramente mais antiga do que poderemos pensar. Existem relatos escritos da sua utilização durante cerimónias religiosas e rituais que precediam o acto de curar.

Durante a Idade Média a hipnose está de alguma forma presente em curas milagrosas que foram, todavia, associadas a imagens sagradas, locais mágicos e espíritos curadores.

A utilização contemporânea da hipnose está ligada ao médico vienense Franz Mesmer, que desenvolveu uma técnica que, segundo ele, permitia uma correcta redistribuição do fluido magnético do corpo humano.

Hoje, a hipnose é aceite como uma técnica complementar às terapias tradicionais, e a sua utilização obedece a critérios de ética e formação bem definidos, permitindo aumentar a sua credibilidade e aceitação, quer pelo público em geral quer por terapeutas das mais variadas áreas.

De uma forma geral, todas as pessoas que têm formação a nível clínico e de saúde que utilizam a hipnose, fazem-no respeitando os critérios de sintomatologia estabelecidos na sua própria área, propondo objectivos realistas no processo a seguir e utilizando a hipnose como forma de ajudar os seus pacientes mais eficazmente.

O que é a hipnose?
Podemos dizer que a hipnose é um estado de consciência alterada, semelhante ao "transe", durante o qual o indivíduo sente um profundo relaxamento físico e emocional.

Este estado de transe hipnótico é um estado de concentração profunda e absoluta, durante o qual o paciente foca toda a sua atenção no que lhe é dito, mantendo-se sempre consciente, nunca perdendo a sua compostura nem fazendo nada contra a sua vontade.

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Na verdade, ninguém pode ser induzido num estado de hipnose contra a sua vontade. A pessoa permite-se ser guiada pelo estado de hipnose e permanece sempre com o controlo da situação.

O paciente pode sair do estado de hipnose a qualquer momento. O hipnoterapeuta guia o paciente através de um estado de profundo relaxamento para aceder à sua mente.

Neste estado o paciente não está condicionado pelas inibições que normalmente o impedem de aceder aos seus pensamentos e sentimentos interiores. Se não quiser revelar coisas que são privadas não o fará. Na verdade, o que se verifica é o contrário: em estado de hipnose todos os cincos sentidos estão mais alerta.

Como é que a hipnose funciona?
Durante o estado de hipnose todas as distracções exteriores são eliminadas e a atenção do paciente estará focada na voz do terapeuta. É esta profunda concentração que permite que as sugestões do terapeuta guiem o paciente pelo seu inconsciente.

A principal razão para a sua utilização é que no estado de hipnose a pessoa fica consciente dos seus padrões de comportamento presentes, e o psicólogo pode ajudá-lo a adoptar novos padrões mais benéficos e desejáveis.

A maioria das doenças tem origem psicossomática, alojando-se primeiro no subconsciente, podendo transformar-se ou não em doenças físicas. A hipnoterapia, através da hipnose dirige-se ao subconsciente eliminando as "ordens negativas" por outras, mas positivas, indo por isso ao encontro da causa que afecta o paciente.

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No entanto, a sua acção (hipnoterapia) é mais vasta, vai ao ponto de alterar o comportamento negativo da pessoa na área em que está afectada, dando "ordens positivas" (por indução) nesse sentido.

Posso ser hipnotizado?
Através de estudos recentes, concluiu-se que o ser humano entra num estado psicologicamente idêntico ao da hipnose aproximadamente a cada 90 minutos. Isto acontece quando dá por si a "sonhar" acordado.

Para se obterem resultados positivos, através da hipnoterapia, é necessário que o paciente seja receptivo a ela, consiga criar imagens mentais, visualizações e o correspondente relaxamento físico e psíquico. E podemos não acreditar, mas há pessoas que nem imagens conseguem imaginar, quanto mais criar visualizações estáveis.

Cada pessoa é única em si e tem o seu próprio ritmo de aprofundamento. Umas mais rapidamente, outras mais lentamente. Isto admitindo que a pessoa é medianamente receptiva à hipnose.

Se um paciente apresentar "bloqueios" que impeçam o decorrer normal da terapia, o terapeuta tem que dar tempo, ter arte e engenho para os ultrapassar, pois se esses bloqueios estão lá, por algum motivo é.

Certifique-se sempre que escolhe um hipnoterapeuta que seja profissionalmente qualificado. São igualmente importantes a personalidade e carácter do mesmo. Deve confiar e sentir-se à vontade pois poderá ter de falar de assuntos pessoais e sensíveis.

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Aplicações clínicas da hipnose
Ninguém pode ser hipnotizado contra a sua vontade, mesmo sob hipnose pode rejeitar sugestões que possam não ser apropriadas. Entre muitas outras, aqui ficam as aplicações clínicas em que a hipnose pode ajudar a ultrapassar, melhorar e resolver casos:
- Fumar, beber, gaguejar, roer unhas
- Controlo da dor: enxaquecas, reumatismo, entre outras
- Problemas gastrointestinais
- Problemas dermatológicos: eczemas, psoríase, herpes simples e mesmo verrugas
- Problemas ginecológicos: síndroma pré-menstrual, amenorreia, dismenorreia, infertilidade psicogénica e parto sem dor
- Fobias, compulsões, problemas emocionais, insónia, inibições
- Bulimia e anorexia nervosa
- Prevenção do Stress pela hipnose
- Controle de peso, auto-estima e auto-confiança
- Aumento da capacidade de trabalho, estudo, actuação desportiva, concentração e memória

Benefícios em deixar de fumar: 20 minutos depois
Normalização dos níveis da pressão sanguínea e do batimento cardíaco 8 horas depois
Desaparecimento quase por completo do monóxido de carbono dos vasos sanguíneos 48 horas depois
Melhoria do olfacto e do paladar 1 a 9 meses depois
Desaparecimento dos sintomas de fadiga e das dificuldades respiratórias 1 ano depois
Diminuição para metade do risco de cancro do pulmão, laringe e esófago; risco de ataque cardíaco semelhante ao dos indivíduos que nunca fumaram 10 anos depois
Risco de cancro do pulmão, boca, pâncreas e esófago semelhante ao dos não fumadores; substituição das células pré-cancerosas 15 anos depois
Risco de mortalidade semelhante ao dos não fumadores

Fotografia: © gander30 - Fotolia.com Agradecimentos: Frederico Cruzeiro Costa; Dra. Margarida Pereira

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