Espelho: o dom de Balança

A Vida é mágica. Está sempre a revelar-nos pistas e sinais que nos ajudam a tornar mais conscientes, a detectar o que não estavamos a conseguir ver, e a viver de forma cada vez mais fluida e desperta para a ordem oculta do Universo. Basta saber “ler”, ou descodificar, os seus sinais.

Quando descodificamos o significado dos sinais, ou lhes atribuímos sentido através da sabedoria intuitiva de que dispomos, a sensação é genial. Insights. Revelações. Rasgos de simbolismo surpreendente e claro. Iluminações. Epifanias. E a visão interna que se ilumina, e ilumina como um farol o caminho e os desafios do momento, independentemente do que seriam as nossas preferências, medos, gostos ou desejos.

É fácil ver claramente nestes momentos de insight, e mesmo que sejam instantes passageiros, a evidência e a força com que o seu significado se impõe à nossa consciência são suficientes para um salto na consciência e um enquadramento diferente das experiências. Uma epifania, um insight, e a percepção das situações muda para sempre.

No entanto, nem tudo são insights súbitos, nem nós dependemos exclusivamente da intuição para ampliar a nossa consciência. Às vezes as respostas estão mesmo à frente dos nossos olhos, desde que estejamos dispostos a aceitar que o que atraímos como experiência “de fora” tem algo a mostrar-nos sobre nós próprios.

Por que é que nos vemos ao espelho antes de sair de casa? Porque só um olhar “de fora” nos mostra como estamos e aparecemos perante o mundo. Sem um espelho, ou o reparo do outro, é difícil – para não dizer impossível – ver o cabelo desgrenhado, o resquício de chocolate junto ao lábio, a remela ao canto do olho.

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