Curiosidade: o dom de Gémeos

Conhece o conceito zen-budista de “mente de principiante”?

“Mente de principiante” é a mente vazia e alerta, a mente que está pronta. Pronta para novas percepções. Pronta para observar, para ouvir, para aprender, para descobrir, aberta a novas respostas e novas perguntas.

A mente de principiante é a mente que não sabe, não assume, não rotula e não se fixa.“Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito”, escreveu o mestre zen S. Suzuki, referindo-se às limitações da mente que parou de aprender, que parou de se usar a si própria para se transcender, já não reverencia o mistério da vida, já não se deslumbra nem alegra perante a imensidão da sua própria ignorância.

A mente de principiante é, antes de mais, uma atitude integral perante a vida que a permite vivenciar como uma descoberta permanente, fazendo de cada novo contacto, experiência, conhecimento, princípio, ideia, palavra ou pessoa uma nova aprendizagem e a oportunidade de esticar os seus próprios limites e tirar partido sem fim do infinito potencial da mente humana, esticando-se de volta ao seu tamanho original – ilimitado.

Curiosidade significa a vontade de saber, de ampliar a mente, de saciar a fome humana por percepções, estímulos, aprendizagens; o prazer de inundar os sentidos com matéria para a mente processar e transformar em experiência e palavra, preencher os espaços vazios e ainda assim ganhar cada vez mais espaço com essa prática.

Curiosidade significa também o prazer, o alívio e a sabedoria de não precisar de saber. De simplesmente não precisar de saber. E por isso estar aberto a descobrir, a aprender. Desenvolver o conhecimento e a capacidade de estabelecer relações entre diferentes ideias, palavras, pensamentos, pessoas. Cavalgar a plasticidade, a habilidade, a maleabilidade da mente.

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