Aperfeiçoamento: o dom de Virgem

Conhece o conceito japonês de “Kaizen”?

Ele pode ser traduzido, ou entendido, como a contínua melhoria de tudo por todos. Tudo pode e deve ser melhorado em algum aspecto, continuamente; e cabe a cada um, enquanto procura melhorar a si próprio, melhorar também o mundo (a família, a sociedade, a empresa, o planeta) à sua volta.

Desta forma, todos são responsáveis por criarem, para si mesmos e para os outros, uma vida cada vez melhor. Na perspectiva “kaizen”, apanhar lixo do chão, por exemplo, não é atribuição exclusiva de quem faz a limpeza, mas de qualquer pessoa que o possa recolher e deitar fora. É um conceito transversal e independente de hierarquias – imagine este conceito impregnado na cultura da nossa sociedade, nas empresas, nas escolas, nas famílias, em todo o lado, por toda a gente, todos os dias.

A melhoria contínua de tudo por todos requer, e oferece em troca, a contínua melhoria de cada um graças aos seus próprios esforços diligentes. Ao aperfeiçoar-me posso aperfeiçoar o mundo e ao fazê-lo estou a aperfeiçoar-me a mim próprio. A sinergia perfeita.

No Ocidente, um psicólogo, farmacêutico e pioneiro de auto-hipnose chamado Emile Coué usou uma frase, uma única frase, como forma de cura para os seus pacientes. Ele dizia que não curava os seus pacientes, apenas os ajudava a curarem-se a si próprios. E instruía-os a repetirem para si próprios, de manhã e à noite, a frase que se destinava a programar a sua mente subconsciente: “De dia para dia, e sob todas as formas, estou melhor e melhor e melhor”.

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