Xamanismo: Animais que nos guiam

Xamanismo defende que todos fazemos parte de uma família universal e que tudo no universo está interligado. Assim, privilegia a relação com a natureza e atribui uma importância especial aos animais, identificando os chamados guias que orientam cada pessoa no seu trilho pessoal

O Xamanismo fundamenta-se num conjunto de crenças ancestrais, existentes desde que o Homem começou a tomar consciência da sua relação com tudo aquilo que está à sua volta e procurou entrar em contacto com as dimensões espirituais da sua existência. Partindo de práticas como o transe e a magia, procura usar os recursos de que dispomos dentro de nós próprios para curar doenças, encontrar respostas ou afastar ameaças.

O Xamã – figura central do Xamanismo – é um homem ou mulher reconhecido como líder espiritual pelos seus dons considerados sobrenaturais, que estabelece a ligação entre o mundo natural e o mundo espiritual. Através da meditação orientada, qualquer pessoa iniciada pode ser praticante desta filosofia, que defende que a cura não pode ser dada por outra pessoa, pois encontra-se dentro de cada um de nós. O Xamanismo visa, acima de tudo, o reencontro do Homem com os ritmos da natureza e os seus ensinamentos, reconectando-se com o seu próprio mundo interior.

Desperte o Xamã que há em si
Neste período do ano em que a Terra se oferece em todo o esplendor do verão, dedique mais tempo ao contacto com a Natureza e aprenda a encontrar nela – e dentro de si - as respostas para muitas das questões que mais a inquietam.
Os ensinamentos xamânicos focam-se na observação da natureza e das suas manifestações: o sol, a lua, a água, o fogo, a terra e o ar, o vento, a chuva, as trovoadas, as plantas, os animais… Num dia em que o tempo esteja convidativo vista uma roupa confortável, calce os ténis, e dê um passeio ao ar livre. Procure passear num parque ou jardim ou, se tiver possibilidade, dê um passeio pelo campo ou na praia.

Vá sozinha, desligue o telemóvel e liberte a sua mente de todas as preocupações e afazeres quotidianos. Limite-se a observar tudo o que está à sua volta, repare nas cores, nos pormenores, na interacção dos elementos: os pássaros que cruzam o céu, a formiga que carrega a folha, o barulho do vento a passar pelas árvores… Não faça juízos de valor nem ocupe a sua mente a pensar no que tem para fazer, nos seus filhos, no seu par… Este momento é única e exclusivamente seu. Pode limitar o seu passeio a meia hora, se não tiver mais tempo disponível, mas ocupe esse período simplesmente a sentir aquilo que está à sua volta. Se se sentir confortável, descalce os sapatos e sinta o chão sob os seus pés. Assente os dois pés descalços firmemente no chão e deixe que a sua energia flua em conexão com a energia da terra. Não tem de fazer nada, não tem de pensar em nada. Simplesmente, sinta.

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