Onde anda a minha Alma-Gémea?

No que toca ao tema do Amor e dos relacionamentos, todos escondemos aquele desejo secreto de encontrar alguém que nos venha preencher o nosso eterno vazio.

Alguém com quem nos vamos identificar a todos os níveis e viver uma vida “feliz para sempre”. Por mais que a vida nos prove e mostre, tanto pela nossa experiência como pela dos que nos rodeiam que esse ideal é uma fantasia, algo em nós agarra-se teimosamente a ela.

Idealizámos exageradamente o conceito de alma-gémea, fizemos filmes românticos com happy-endings, criámos desenhos animados com histórias de amor para sempre, e continuamos a alimentar o conceitos através de músicas, livros, novelas, etc que continuam a fazer-nos acreditar que existe alguém que irá trazer o que nos falta ou ser a nossa cara-metade.

Por serem uma fonte infinita de emoções maravilhosas, por aparentemente parecerem preencher o nosso vazio e esconder as dores da nossa solidão, acabamos todos apegados à ideia de encontrar essa dita pessoa ou esse relacionamento que, se realmente existisse, resolveria quase todas as dores do ser humano.

Mas contra factos não há argumentos. Basta olharmos à nossa volta e analisar a nossa história pessoal e observamos que não há provas da existência de tal relacionamento perfeito e equilibrado e muito menos para sempre.

Mais do que lhes chamarmos alma-gémea e continuarmos a alimentar esse fenómeno distorcido da existência de uma alma que vem completar o que nos falta, chamemos-lhes sim “relacionamentos Kármicos”. Ou seja, existe na mesma uma enorme atracção, um sentimento de que já nos termos conhecido antes, de conforto ou familiaridade junto dessas pessoas, excesso de foco ou mesmo obsessão por essa pessoa. Apenas precisamos de retirar o “juntos para sempre”, o excesso de fantasia, expectativa e idealização.

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