Porque será que adoecemos?

As doenças podem ser para nós uma experiência positiva. Empurrar-nos para a essência do que somos e o aproveitamento máximo da vida que nos é dada.

As doenças podem ser para nós uma experiência positiva. Empurrar-nos para a essência do que somos e o aproveitamento máximo da vida que nos é dada, qualquer que seja o nosso estado de saúde.

Podem até revelar-nos quando tudo nos parece escuro, que existe em nós um espírito capaz de nos iluminar mesmo quando a sombra que nos habita nos faz sentir os limites do nosso corpo e de como só por um tempo o temos.

É no entanto essa sombra que, ao nos convidar a vislumbrar o Amor incondicional, nos revela que podemos não ser doentes mesmo quando temos alguma doença.

São precisamente as doenças – as que nos afetam direta ou indiretamente – que nos levam a acreditar que, fazendo nós parte de um todo maior em que tudo nasce, morre mas pode renascer, qualquer forma de vida prevalece sobre a morte, portanto o fim de uma pode sempre ser o início de outra.

E é através de experiências ora de início ora de fim que podemos ter essa consciência.

À medida que mergulhamos neste ciclo universal de renascimento contínuo - em que o espírito que somos se vai gradualmente despojando da matéria que, sendo-lhe necessária, o aprisiona -,vemos que são precisamente as reações do nosso organismo aos diferentes apelos do que o transcende que nos revelam a mistura de luz e de sombra que nos faz ser aquilo que cada um de nós é.

E que, tal como não há luz sem sombra, alegria sem tristeza, vida sem morte, o facto de adoecermos nem sempre significa que não tenhamos saúde.

Há quem, embora sem ter doenças, se sinta doente e quem. com uma doença grave, se sinta saudável apenas porque continua ativo e interessado pela vida.

Poderá existir sempre uma razão escondida, muitas vezes antiga, inconsciente, para as doenças que temos. E não surgirão por acaso numa certa altura do nosso percurso de vida nem sob uma determinada forma…

O que procura?

Comentários