Ignorância, Apego e Aversão

por Carlos Amaral

OS TRÊS VENENOS QUE GERAM DESVENTURA E DOENÇA...


Assim como sempre, tentarei ser objectivamente claro, filosoficamente proporcionado e proveitoso, cientificamente translúcido e comunicador de uma realidade científica deveras surpreendente e francamente incontornável, subordinada ao tema “da Consciência ao Espírito”, aonde discorrerei sobre assuntos que ainda são para muita gente deste nosso Portugal provinciano autênticos embargamentos da razão, e da aspiração de conhecer, e para outras tantas, motivo absurdo de escrúpulos por razões que, regularmente, essas mesmas pessoas concedem ao mundo pessoal das suas crenças religiosas uma qualquer condenação que dessas convicções nunca surgiu e, ainda para outras tantas, a existência de uma simplória suspeição que se torna em linguagem mais elegante e civicamente adequada um “síndrome” designado por cepticismo que tanto molda a mente de muitos indivíduos que pretendem, honesta e profundamente, muitas vezes saber um pouco de tudo, mas, por razões contraditórias, talvez antecipadoras do stress incapacitante de um livre raciocínio, ficam alienados pelo mundo da ilusão onde a incerteza das coisas nele existentes fica como infalibilidade válida e preconceito insensível, incontornavelmente inflexível. Enfim, e no fim desse imenso leque humano, que efectivamente engrossa o chamado pluralismo das sociedades assumidamente modernas, encontram-se aquelas almas límpidas que procuram a harmonização dos conceitos, o equilíbrio das impermanentes exactidões e, nomeadamente, a verdadeira oportunidade de evoluírem e serem realmente agregadas ao Universo Creador que é sustentáculo de toda a manifestação celestial da natureza humana, planetária e inter-galáctica.

Mas é realmente necessário identificar muitas das principais causas geradoras do stress diário, sendo isso, sem sombra de dúvida, o primeiro passo para todos aqueles que buscam de forma autêntica diminuir essa grandiosa maleita dos nossos dias, para poderem reconhecer os componentes positivos que lhe proporcionarão uma melhor qualidade de vida. Para tanto é sempre bom lembrar o seguinte: o trecho mais importante nesta nossa longa jornada é adquirirmos consciência de que não precisamos encontrar “coisas novas” durante todo o processo de busca interior, mas, bastará apenas, estarmos abertos para verificar que as coisas ditas “antigas” podem ser interpretadas e vividas de uma outra feição. Se a humanidade toda conseguisse fazer esta “transmutação” mental, verificaria que o domínio dos condicionamentos a que esteve desde sempre sujeita é muito maior do que supôs.


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