Equinócio de Outono

Segundo o calendário natural dos senhores do tempo, os Maias, estamos na Lunação do Veado, que nos trabalha, desafia e inspira a reflectir sobre: qual é o meu serviço?

Tempos de purga em que a clarividência será óbvia e dura, os passos assertivos e conclusivos para os novos prósperos caminhos que tomam o seu lugar. Tempos de análise, escolhas, reestruturação, remates e pontos. Espaço Livre e Fértil. Assim entra o Outono, pé ante pé nas veias da nossa vida, do nosso corpo e da nossa Mãe Terra. Um forte, duro e assertivo reboliço antes de acalmar. O Equinócio está já aqui. E tudo acalmará, a seu tempo.

Naturalmente o que já não é, secou ou seca e a seu tempo cai. Tal como as folhas. O que cai servirá de adubo, conforto e aprendizagem ao solo, à raiz, contribuindo para que fiquem mais fortes, saudáveis, aconchegados e nutridos.

O vento levará as mais teimosas ou apegadas, a chuva nutrirá o que vai e o que fica, para que tudo siga o seu curso natural.
Novas folhas, novos frutos nascem e nascerão no seu tempo.
Que assim seja dentro e fora.

Sugestão: por estes dias vão até à floresta mais próxima, caminhem por aí, vejam como tudo acontece, observem, aprendam. Tentem apanhar uma folha ao cair, mesmo antes de tocar no chão e guardem-na como amuleto de Outono. Uma ajuda especial para esta estação que tanto nos desfolha e faz crescer.

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