Julho, o mês da colheita

Ai Julho, Julho que começasteis tão audaz!!!! Segundo o tempo Natural, (calendário Maia) um novo ciclo de 13 Luas finda e outro começa já de seguida, um novo "ano".

Este é o tempo do saborear da colheita, ou seja, em gratidão celebramos o findar de mais um círculo da infinita espiral da história que somos. E tão bem bafejados pela intensidade optimista e pela fé guerreira que a dança planetária nos brinda e inspira, assim como nos mostra verdades gritantes bem escondidinhas. Tempos de inquietação, mas muita Verdade Nua e Crua. O que nos diferencia uns dos outros é a forma como lidamos com cada uma.

Agora é tempo de reconhecer e memorar, quer queiramos ou não. A vida fará com que nos vejamos de verdade e em verdade, no que nos transformámos, o que fomos moldando em nós e de nós, o que fomos purgando, transformando, reciclando, criando, recriando, o que morreu e nasceu, a obra que concluímos naturalmente e ao ritmo da Vida e os seus desafios. Muitas vezes nem nos apercebemos do tanto que a vida nos trabalha, não nos apercebemos das consequências das nossas escolhas e do seu "produto" final, pois bem, este é o tempo dessa grande e por vezes muito dura ou muito extasiante tomada de consciência. O oficializar do que desenhámos, é a tomada de consciência da imagem final que surge depois de unir os vários pontinhos que durante todo este ciclo fomos encontrando no caminho. Uma imagem que agora ganha vida, forma, alma, essência - para ser celebrada. E quando falo em celebrar não tem de ser sempre em festa, celebrar é o acto de estar presente, ciente e vivo com o que é, com o que somos e com o que estamos a viver. Celebrar é criar a nossa forma de aprender com cada situação, seja ela dura ou doce. Como dizem os antigos "autopiedade é uma perda de tempo, aprende com tudo na vida".

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