Ir ao passado libertar o futuro

É uma ilusão tremenda vermos o passado como algo distante ou esquecido sem percebermos que NÓS, no aqui e agora, somos o conjunto de todas as experiências vividas. E que se houve dor “lá” ela está “aqui”.

O sofrimento de que tantos ainda se queixam vem apenas da resistência a aceitar e processar a dor.

Ainda não vemos a dor como alquímica, como purificadora, como proposta de transformação de uma velha parte de nós que temos que permanentemente deixar ir em paz para que novas se apresentem. Caso contrário será apenas mais do velho mascarado de novo.

Resistir a este processo de aceitação da dor é então o que a prolonga tal como aceitá-la é o que a liberta.

Mas por mais simples que seja ou sentido que faça, infelizmente não foi isto que nos ensinaram...

O que nos foi passado tanto verbalmente como por exemplos é que a dor é algo a negar, a fingir que não existe e a evitar a todo o custo compensando essas ilusões investindo em “vidas e máscaras perfeitas”. Temos provas disso diárias, principalmente em pessoas ainda muito identificadas com a sua agenda social onde manter a imagem perfeita é claramente mais importante do que serem transparentes e fieis a si próprias, tanto do seu pior como do seu melhor.

Por causa desta educação, muitos carregam ainda inconscientes mas pesadas bagagens de emoções reprimidas e de experiências densas penduradas no tempo à espera de validação, libertação e de um final feliz. Com final feliz quero apenas dizer a aceitação e a pacificação interna dessas mesmas emoções e experiências pessoais não necessitando assim da interação com ninguém.

É uma ilusão tremenda vermos o passado como algo distante ou esquecido sem percebermos que NÓS, no aqui e agora, somos o conjunto de todas as experiências vividas. E que se houve dor “lá” ela está “aqui”.

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