O desafio do presente... mudanças e mais mudanças!

por Vera Luz

Nunca antes se falou tanto em mudança como nos dias que correm. E mais do que se falar, cada um de nós é a prova viva de que tudo muda a cada ano, mês e dia que passa a uma velocidade estonteante. Tanto a nível exterior como interior. E se alguns ainda acreditam que o conceito de mudança é assustador e difícil de lidar, para outros ele é já uma benesse e uma experiência ansiada e bem-vinda.


Longe vai o tempo dos nossos avós em que o emprego era para sempre, o casamento era para sempre, os móveis da casa eram para sempre, as férias eram sempre no mesmo sítio, e mais uma série de “para sempres”.


Hoje é o tempo do “logo se vê”. Logo se vê como corre o emprego, logo se vê como corre o casamento, logo se vê se os móveis duram, logo se vê se há férias este ano.


Se desde há duas ou três gerações para atrás da nossa, a proposta era saber viver com a rotina, a estabilidade, o tempo a passar a um ritmo muito mais harmonizado com a Natureza, hoje a proposta é o oposto. A rotina a mil à hora está constantemente cheia das mais variadas surpresas inesperadas, não há estabilidade em área nenhuma das nossas vidas e o nosso tempo passou a ser gerido por horários, tarefas e com as variadíssimas solicitações electrónicas.

É natural a sensação de desconforto perante a mudança. Da mesma maneira que é natural chegarmos ao limite da saturação quando nos prendemos a situações rotineiras, previsíveis, aparentemente seguras mas vazias de entusiasmo e vida.

Há um lado em nós que precisa de estabilidade, que precisa de raízes, estrutura e chão seguro, sim. Mas também temos outro lado que precisa de aventura, precisa de sair da zona de segurança, precisa sentir a vida a correr nas veias quando enfrentamos o desconhecido. Precisa de sentir que é no desconhecido que nos ligamos ao divino, que sentimos aquela mão invisível que tanta falta nos faz dentro da zona de segurança.

Veja na próxima página a continuação do artigo

O que procura?

Comentários