Evoluir: pela dor ou pelo amor?

Evoluir é próprio da condição humana e todos o fazemos mas com diferentes graus de consciência. Evoluímos como indivíduos, como família, como nação e como espécie de acordo com o tipo de vibração em que nos encontramos em todos esses níveis.

A frequência vibratória está ligada ao padrão de onda cerebral que por sua vez condiciona o estilo de vida, mas este quanto melhor for, também eleva o padrão de onda cerebral.

Existem 4 padrões: Beta, Alfa, Teta e Delta. A maioria da Humanidade encontra-se num padrão Beta que é por excelência o reino do eu, do meu, da luta pela sobrevivência, do padrão da vítima e do carrasco, da injustiça, da guerra, da carência, do medo…

Neste padrão a fome física, emocional, mental e espiritual é uma constante e por isso cai-se em todos os excessos e desequilíbrios com a comida, álcool, sexo, procura desenfreada de todo o tipo de gurus, cartomantes, lideres religiosos que nos digam o que fazer da vida porque não escutamos o coração e a intuição.
Este é o reino da dor mas esta traz consigo uma bênção para quem estiver receptivo: o despertar interior, a busca que nos leva para o nível seguinte o padrão Alfa.

Dificilmente as pessoas saem de um padrão Beta sem ser no confronto com o sofrimento que pode surgir através de uma doença, um relacionamento “falhado”, a perda de um ser amado, do emprego, etc.

Questionámos então a vida e o seu propósito, a nossa existência individual, o que queremos ou não para a nossa vida, o que estamos dispostos a abdicar ou modificar para sermos felizes, dispomo-nos a sair da zona de conforto e dar um salto para o desconhecido. Quando pensamos assim, estimulamos o nosso cérebro a passar para um padrão Alfa, para uma zona mais meditativa que abre a porta ao conhecimento mais elevado.

Neste estágio o “eu” já não é o centro do universo, mas sim a dualidade “eu e os outros” e compreendemos que podemos coexistir em harmonia ou não consoante as nossas escolhas. Aqui vamos procurando novos hábitos alimentares (vegetarianismo, vegan, crudívoro), meditação, yoga, tai chi, novos relacionamentos com os quais crescemos juntos, começamos a ter necessidade de silêncio, começamos a compreender que a vida espelha a nossa consciência e por isso o crescimento interior torna-se uma prioridade na nossa vida. Por vezes oscila-se entre o padrão Beta e Alfa o que causa muito stress interior, mas através da meditação conseguimos voltar ao padrão mais elevado.

Há um provérbio indígena que diz que todos temos dois lobos dentro de nós, um bom e um mau e vai ter mais força aquele que alimentarmos mais. Portanto se alimentarmos um padrão de medo, negatividade, ressentimento, ódio, raiva, ciúmes, inveja, apenas atraímos mais dor e sofrimento e não conseguimos evoluir.
Por outro lado se alimentarmos o padrão do amor, da compaixão, da honestidade, evoluímos e sentimos alegria e paz interior. Os desafios vão estar sempre presentes na nossa vida em qualquer estágio, e podemos enfrentá-los com medo ou com amor e compaixão por nós mesmos e por todos os seres que estão a travar as suas próprias batalhas interiores. Estamos todos no mesmo planeta. Vencidos ou vencedores é apenas uma grande ilusão e o que é hoje de uma forma, no dia seguinte pode ser completamente diferente.

Quanto mais tempo estivermos ancorados no padrão Alfa, mais sentimos a intuição desenvolver e a presença da Divindade Interior e passámos ao padrão Teta, que é o nível da consciência unificada, do “somos todos UM” com tudo como se fossemos uma pequena célula no corpo do Ser Divino omnipotente, omnisciente e omnipresente. Aqui estamos completamente conscientes de que os nossos pensamentos criam a realidade e treinamo-nos a ver Deus em todas as formas de vida, e percebemos que a nossa Divindade Interior é eterna e a morte é apenas uma ilusão.
O estágio final é o nível de comunhão plena com o amor, luz a alegria divina, que é o nível Delta.

Uma das poucas verdades absolutas do Universo é a impermanência de tudo, num simples piscar de olhos a vida altera-se e apenas o Amor permanece…

Em cada dia podemos escolher evoluir pelo medo ou pelo amor, por exemplo eu posso escolher mudar de hábitos alimentares porque estou doente ou tenho medo de ficar doente ou então escolho mudar porque amo o meu corpo e quero dar-lhe os melhores nutrientes porque é ele que me permite estar a viver neste planeta e ter esta experiência maravilhosa chamada vida. No campo Beta ajo pelo medo, pela prevenção (associada a medo) ou pela dor. No campo Alfa e seguintes ajo pelo amor pelo meu ser e por todos à minha volta.

Afinal o que todos desejámos é ser felizes, não é? Então de que estamos á espera?
Namaste.

Isabel Costa

Naturologista e palestrante

isacosta@netcabo.pt

www.alquimiaalimentar.com

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