De que tamanho é a tua zona de conforto?

por Vera Luz

O Verão é, por excelência, a altura do ano em que mudamos os horários e a velocidade, aliviamos as responsabilidades e andamos com um ar mais leve. A bem ou a mal, somos empurrados para fora da zona de conforto, das mais variadas maneiras, nem que seja apenas a mudar a rotina. O calor dá-nos vontade de passear mais, ir a lugares novos, fazer coisas diferentes, conviver. Não é por acaso que nos países tropicais as pessoas são abertas, espontâneas, mais flexíveis e positivas do que nos arrumados, frios e fechados países do norte.

Para alguns, a ideia de sair da zona de conforto acorda de imediato uma serie de medos escondidos. Para outros, sair da zona de conforto é já uma prioridade e filosofia de vida.

Mas o que é afinal a zona de conforto, mais do que o próprio termo obviamente explica?

Zona de conforto, como o próprio termo diz, é tudo o que nos seja familiar, tudo o que nos transmita segurança, tudo o que nos faça acreditar que podemos controlar as circunstâncias à nossa volta. Claro que não podemos controlar nada e essa sensação não é mais do que uma ilusão. Mas é a área, parte, espaço de vida em que realmente acreditamos que somos grandes, fortes ou poderosos. Zona de conforto pode então ser considerada como um espaço físico, a nossa casa, aquele sofá especial, a nossa vizinhança, o nosso carro ou local de trabalho. Seja que espaço for, mesmo que não seja perfeito, e que normalmente não é, é familiar, conhecido e onde nos sentimos em controle.

As fronteiras que delineamos à volta desta zona de conforto são practicamente invisíveis aos outros e maior parte das vezes inconscientes. Mas cada um de nós sabe quase milimétricamente, onde ela acaba e começa o desconhecido. Atravessar essa invisível linha é, numa primeira fase, sob esforço, sob algum tipo de dor e muitas vezes, sob empurrão!

Veja na próxima página a continuação do artigo

O que procura?

Comentários