A Mente e a sua intrínseca natureza…

por Carlos Amaral

REFLEXÃO BUDISTA:

A noção que ainda a maioria do mundo ocidental possui sobre a vida e a morte, que são dois factores ou factos inultrapassáveis, é como se fosse um tabu indesvendável, amedrontador e inteiramente inconveniente de se pensar ou dialogar sobre. Ao contrário, o discernimento ainda para muitos indivíduos julgado de revolucionário na Filosofia Budista sobre esta tão premente temática, é que, a veracidade da vida e da morte se encontra na mente humana, e em nenhum outro qualquer sítio. Portanto, para o verdadeiro budista a mente humana é divulgada como a base genérica da própria experiência, isto é, a criadora da chamada felicidade e do sofrimento do próprio ser pensante… Por outras palavras, os indivíduos que pensam na vida e na morte como, respectivamente, começo e fim da existência, são os inventores que chamam a materialidade corpórea de vida - e a não-existência física de morte ou falecimento.

Todavia, e apesar do trecho acima ser aparentemente aflitivo para algumas pessoas, podemos enunciar, e isso de acordo com muitos estudos sobre a matéria feitos ao longo de três décadas, que existem muitas carizes para a mente humana sobre esta (sombreada e soturna, para muita gente) temática; porém, dois aspectos terão maior realce para tudo aquilo que queremos aqui expor. O primeiro aspecto, é aquilo que a língua tibetana chama de “SEM” que, corresponde, precisamente à mente humana comum. Essa tal que o meu Mestre-Raiz, Sua Santidade, o Venerável Lama Dilgo Khientse Rinpoche há muitos anos atrás definiu como: “ Aquilo que possui consciência discriminadora, que possui um sentido de dualidade constante, e que, “agarra” ou “rejeita”, posses externas e, por isso mesmo, sendo a mente humana fundamentalmente ilusória e contraditória, até mesmo naquilo que assemelha ou associa a “outra mente” ou a qualquer “outra coisa”, abrangendo sempre diferentemente tudo o quanto a rodeia…

Veja na próxima página a continuação do artigo.

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