Ainda vamos a tempo...

por Vera Luz

Conforme vamos crescendo e amadurecendo, vamos perdendo aquele fogo inconsciente da juventude, o deslumbramento pelo físico, pelo superficial e pelo exterior e aos poucos vamos sentindo um fascínio por um mais profundo e valioso estado interior de Ser.


A Vida encarrega-se de nos trazer constantes oportunidades que nos irão fortalecer e enriquecer a nível interior, que irão dar cada vez mais significado à nossa existência e irão aumentar a qualidade da nossa energia em geral.


Aos poucos, de trânsito em trânsito, de transformação em transformação, de episódio em episódio, de encontro em encontro, vamos sentindo uma necessidade de nos irmos aprofundando e preocupando cada vez mais, não com a imagem exterior que passamos, mas com que atitude interior com que nos apresentamos à vida e aos outros.

Estarmos bem connosco passa a ser uma prioridade perante estarmos bem ou parecermos com aos outros. Fazer a coisa certa para nós, passa a ser mais importante do que seguir o que os outros esperam de nós. Falar a verdade passa a ser mais importante do que alimentar as mentiras. E quantos de nós não nos contamos a nós próprios ainda tantas mentiras pessoais?


Estar em paz passa a ser sem duvida mais importante do que ter razão. O foco passa a estar de dentro para fora enquanto que na juventude ele acontecia de fora para dentro.


Acredito mesmo que o choque entre gerações vem exactamente dessa diferença ou maturidade com que passamos a abordar o mundo e a vida.


Essa transformação, também chamada de crise da meia idade, que não são mais do que trânsitos astrológicos pelos quais todos passamos entre os 30 e os 45 anos de idade, ajusta-nos as lentes, reordena as nossas prioridades, realinha os nossos valores de uma maneira muitas vezes radical comparada com a pessoas que éramos até aos 30s. Por essa mesma razão quando somos jovens, imaginamo-nos como pais fantásticos e cooperativos com os nossos filhos, incapazes de repetir os “erros” dos nossos pais, mas depois de passarmos por todas essas mudanças e reajustes, já não conseguimos compactuar com essa (agora) ultrapassada visão imatura da vida.

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