Superstição e Astrologia

Ao longo da História a necessidade do Homem de acreditar em algo, de interpretar os desígnios dos astros, de modo a ter uma visão do futuro, foi sempre uma constante.

Fazer previsões de futuro é uma capacidade humana com muitas limitações, pelo desconhecimento que ainda existe acerca do universo. Sendo este infinito e o conhecimento humano limitado, saber como funciona o mundo e quais os mecanismos que estimulam as acções e reacções humanas, é uma tarefa que o Homem tenta realizar, utilizando os meios ao seu alcance.

Aqueles que exercem a Astrologia como ciência, aceitam estas limitações e nas suas previsões, não oferecem datas específicas, mas trabalham sobre espaços de tempo, mais amplos.

Na Antiguidade a consulta dos oráculos era realizada sob qualquer pretexto, desde a perda de uma jóia, até graves assuntos de estado, como poderiam ser as guerras, as alianças, sucessões, etc.

As superstições criadas em torno dos sacerdotes destes oráculos, aos quais se atribuíam poderes quase divinos, eram muitas e a sua palavra sagrada – todo aquele que consultasse o oráculo e fizesse caso omisso das suas previsões, poderia sofrer sérios castigos divinos.

Ainda que muitas pessoas digam não acreditar na Astrologia, quase todas sabem qual é o seu signo do Zodíaco e relacionado com isso querem saber qual é a gema (pedra) associada ao seu signo ou ao elemento correspondente, assim como o símbolo do planeta regente. Trazer consigo estes amuletos pode atrair a sorte e os aspectos positivos de cada signo.

A procura do Homem é incessante e nesta procura, apesar de alguns se manifestarem incrédulos, o certo é que, no mais íntimo de cada um de nós, existe a esperança e a crença em algo que de certa forma tentamos materializar numa pedra, numa medalha ou numa imagem.

José Arjones Maiquez

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