A Astrologia no Médio Oriente

Os primeiros padres da Igreja empenhados em acabar com a astrologia conta-se pela sua eficácia San Agustín de Nipona

Na Europa, a tradição clássica morre com Ptolomeu no ano 180. A Astrologia entra também em declínio, principalmente porque, por esta altura, se perde a habilidade técnica para fazer observações e cálculos. Com a queda do Império Romano, a Astrologia é temporariamente transformada em superstição.

Esta situação da Astrologia, juntamente com restos de crenças pagãs, constituiu uma das razões pela qual a Igreja Católica a atacou com todas as suas forças; e isso apesar da existência de referências astrológicas no Novo Testamento. Os Magos do Evangelho de São Lucas são um dos muitos exemplos. Apesar disso, nem tudo se perdeu e a Igreja Oriental conservou uma certa ligação com a Astrologia científica.

Entre os primeiros padres da Igreja empenhados em acabar com a astrologia conta-se pela sua eficácia San Agustín de Nipona (354- 430) que, apesar de ter aceite a Astrologia na sua juventude, condenou-a totalmente mais tarde. Conforme as suas afirmações, a Astrologia era, no melhor dos casos, uma fraude; e se os astrólogos acertavam algumas vezes, isso devia-se à invocação de espíritos diabólicos.

A Astrologia Árabe

A sobrevivência da ciência e da filosofia clássicas deve-se, em grande medida, ao facto de ter sido conservada e utilizada pelas culturas árabes do Norte de África e do Mediterrâneo Oriental, aproximadamente desde o século VIII.

Veja a continuação do artigo na próxima página

O que procura?

Comentários