2013, Admirável Mundo Novo

por Nuno Michaels

A chegada de Plutão a Capricórnio, no final de 2008, foi a primeira das ondas de choque e veio anunciar a transformação que começaria a desenhar-se, lenta, mas irreversivelmente, no horizonte comum: a crise de sistemas económicos, financeiros, sociais e políticos que não apoiam nem permitem a evolução para uma humanidade mais justa e fraterna.


Mais tarde, em 2010, Úrano entrou em Carneiro e uma tempestade de indignação começou a rasgar os céus de todo o mundo, incendiando povos e nações na sua luta por liberdade, por pão e trabalho, pela sua dignidade. Os rastilhos tornaram-se curtos e o clima explosivo. E os arreios, naturalmente, ainda mais apertados.


Agora, e desde abril de 2011, somos inundados – quase literalmente – por uma terceira onda de mudança que adiciona poder, complexidade e subtileza às anteriores. Neptuno, o mitológico senhor dos oceanos, regressou ao fim de 165 anos ao seu domínio aquático: o oceânico, místico e redentor signo de Peixes.

Sonho ou pesadelo, acreditamos que a resposta depende, essencialmente, da escolha individual.


Todas as épocas, tendências, mudanças ou fenómenos coletivos são cartografados, em Astrologia, através dos planetas Úrano, Neptuno e Plutão – cujas órbitas e interações simbólicas representam e desenham nos céus os ritmos e as etapas da nossa evolução.


Os seus movimentos têm espelhado, ao longo da história, o nascimento, o apogeu e o declínio de civilizações e impérios, revoluções e transformações sociais, culturais, científicas, estéticas, artísticas e espirituais.


Assim é a evolução conduzida por Úrano, Neptuno e Plutão, as suas qualidades simultaneamente impregnando e brotando (d)o espírito de cada época e de cada tempo, geração após geração – à medida que cada nova geração estende, ainda mais além do possível, e às vezes do imaginável, a perceção que a humanidade tem da própria dimensão.

Veja na próxima página a continuação do artigo..

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