Quem será o vencedor do Euro 2016?

Neste artigo, estudamos uma pergunta horária para identificar o mais provável vencedor do Euro 2016, campeonato europeu de futebol. Este formato de questão é o mais complexo, mas também o mais pedagógico e divertido, porque nos obriga a ter o contexto de toda a competição. Por essa razão, vale a pena testar o potencial desta metodologia tradicional aplicada ao desporto mais popular do mundo moderno.

O MÉTODO
Em ocasiões anteriores (*), explorámos este método que é desaconselhado pelo especialista John Frawley, atendendo à imensa dificuldade de identificação dos significadores. Num mapa horário com 7 planetas tradicionais e 3 planetas modernos (descartados pelas fontes mais tradicionais), como poderemos identificar uma de 24 equipas, possível vencedora de um evento desportivo?

Provámos anteriormente que, embora difícil, pelo conhecimento histórico da competição e do tipo de equipas poderemos chegar a um diagnóstico correto sobre as diversas equipas mais fielmente representadas por cada planeta e qual será o que representará mais adequadamente a equipa vencedora do troféu.
A graça da abordagem horária, ao contrário de outras disciplinas, é que não está dependente da intuição do intérprete mas do seguimento de certas deduções que poderão ser compreendidas por quem as lê, e estudadas por quem se interessa pela área.
É no sentido didático e lúdico que avançamos com a interpretação não assumindo garantias da exatidão do resultado final, mas encarando-a como uma experiência que nos permitirá aprender mais.

O CONTEXTO:
O Euro 2016 corresponde à 15ª edição deste torneio realizado de 4 em 4 anos desde 1960. O seu logotipo (desenhado por uma empresa portuguesa) representa a grande taça de prata, rodeado pelas cores da bandeira de França, que recebe o evento pela 3ª vez.

Eis os dados mais relevantes das anteriores edições:

Vemos nesta tabela, por exemplo, que Espanha ganhou na penúltima edição (13ª) e na última edição (14ª) mas já tinha ganho em 1964 na única edição na qual foi a nação anfitriã.
Na próxima tabela, os países presentes na 15ª edição estão ordenados consoante o ranking de favoritismo da maioria das casas de apostas em 6 de Junho de 1016, cerca de 4 dias antes do início do evento. Vemos na mesma tabela, por exemplo, que a seleção da casa – a França – é a favorita dos especialistas. Também por já ter vencido a competição por duas vezes, em 1984 e no ano 2000. A seguir vem a Alemanha e depois a Espanha. Portugal está no 7º lugar, enquanto favorito à vitória final, logo a seguir à Itália.

A Albânia será a candidata menos provável a uma vitória final. A Irlanda do Norte a penúltima menos provável.
Os outros dados da tabela anterior dizem respeito à forma como se qualificaram para a competição, quantas vezes já participaram em edições anteriores e quantas vezes foram finalistas.
Resta dizer que em edições anteriores realizadas com Júpiter em Virgem (1980, 1992 e 2004), tal como acontece em 2016, os anfitriões nunca venceram. Para além disso, nas duas últimas edições deste trânsito venceram os candidatos mais improváveis (Dinamarca e Grécia) desafiando todas as expectativas iniciais.
Atendendo à natureza imprevisível do futebol, a este facto (Júpiter em Virgem) que aponta para melhor desempenho de outsiders (e que estão astrologicamente exilados) e pelo facto de ser a primeira edição com 7 jogos para a final, e com 24 equipas o nosso exercício é de uma dificuldade extrema. Como será possível identificar candidatos inesperados, não favoritos e que nunca venceram? Esta poderá ser a realidade do evento.

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