Plutão: no reino de Hades, cumpram as regras…

Assim chegamos pois ao reino de Escorpião, onde Plutão é dono e senhor.
E desenganem-se se acham que ele se rala com as questões astronómicas que o despromoveram a planetóide, porque este senhor tem o poder imenso que vem do que não se vê. Acham que é preciso ser grande para ter muito poder? Vejam Napoleão, ou a energia atómica…

Como vem sendo habitual, vamos lá ver um pouco da biografia mitológica de Plutão, para melhor podermos perceber melhor o seu significado astrológico.

Dizem as crónicas que é o filho mais novo de Saturno, e vou evitar fazer considerações sobre esta circunstância e sobre o poder dos filhos mais novos, e irmão de Júpiter e Neptuno.

Quando Júpiter destituiu o pai da função de governar Olimpo, os irmãos decidiram fazer a partilha dividindo entre si os reinos. Para Júpiter ficou o céu, a Neptuno os mares e para Plutão o mundo inferior.

O reino do submundo ficou assim sendo governado por este senhor de poucas falas, austero e impiedoso. Parece que até surdo a preces e imune a sacrifícios, e as suas leis eram irrevogáveis, até para os seus pares. Ninguém se atrevia a discutir os seus mandamentos.

Embora presidisse ao tribunal perante o qual as almas eram apresentadas, não julgava nem condenava. Apenas assegurava que as suas regras fossem escrupulosamente seguidas.

Para chegar ao seu reino obscuro, era necessário pagar portagem a Caronte, o barqueiro que fazia a travessia do Hades das almas e as entregava a Mercúrio. Lembrem-se que este é o único deus do Olimpo com livre acesso a todas as dimensões, que as conduzia ao tribunal.

Cérbero, um cão monstruoso com múltiplas cabeças, guardava as margens do Hades e assegurava que nenhuma alma saísse ou nenhum mortal tentasse entrar. Aos que se atreviam estava destinado acabar no seu sistema digestivo.

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