Estamos a fazer nove vezes menos sexo do que há 20 anos

Não é só na geração dos millennials que a atividade sexual tem vindo a decrescer. Um estudo da San Diego State University, nos EUA, garante que, entre 1989 e 2014, a descida é generalizada.

Há 20 anos, as pessoas faziam mais sexo, assegura um estudo científico da San Diego State University, nos Estados Unidos da América, divulgado na primeira semana de março de 2017. Depois de inquirir cerca de 27.000 voluntários, os especialistas concluíram que, nos dias que correm, se faz nove vezes menos sexo do que na década de 1990. O decréscimo é transversal a géneros, grupos étnicos e estratos sociais.

No entanto, onde a diferença é maior é nos casais na faixa etária dos 50 anos e nos casais com filhos em idade escolar. Nalguns casos, em comparação com a década anterior, há pessoas que fazem 16 vezes menos sexo. «Estes dados mostram uma grande inversão em relação às décadas anteriores no que toca ao casamento e ao sexo», afirma Jean Twenge, a autora do estudo, que também é professora de psicologia.

«Nos anos da década de 1990, as pessoas casadas faziam mais sexo do que as solteiras mas, a meio da década de 2000, essa situação inverteu-se», acrescenta ainda. Os dados que sustentam as conclusões desta investigação foram recolhidos entre 1989 e 2014. De acordo com o relatório final, os adultos com 20 anos têm relações sexuais mais de 80 vezes por ano, mais 20 do que as 60 vezes apuradas para os na casa dos 45.

As pessoas com 60 anos não vão além das 20 relações sexuais anuais. «O pico da frequência situa-se nos 25 [anos] mas até aí se apurou uma redução. Essas pessoas estão a fazer 1,18 vezes menos sexo. Depois dessa data, [a atividade sexual] descresce 3,2% ao ano», sublinha Jean Twenge. Para voltar a fazer subir as estatísticas e atingir números próximos dos de antigamente, sugerimos uma série de posições sexuais.

Texto: Luis Batista Gonçalves

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