Brinquedos sexuais sem tabus

Permitem resolver dificuldades pontuais e podem melhorar (bastante) a vida sexual do casal, mesmo quando não existem problemas. Com os cuidados certos, não há motivos para não os experimentar.

Não são mais um exclusivo das sex shops. Estão à venda nos hipermercados, em farmácias e parafarmácias para que os possa adquirir com a mesma naturalidade com que compra uma pasta de dentes ou um champô. Os brinquedos sexuais tornaram-se mainstream, lê-se em vários artigos publicados online por altura de um estudo norte-americano que, em 2009, apurou que mais de metade das mulheres inquiridas possuía um vibrador, o brinquedo sexual mais vendido na internet.

As mulheres que o utilizam, tanto a sós como a dois, segundo o mesmo estudo, são também as que cuidam melhor da sua saúde ginecológica (através da realização periódica de exames de rotina) e têm valores mais elevados na escala do Índice de Funcionamento Sexual Feminino, um instrumento que avalia o ciclo de resposta sexual em mulheres nas fases de desejo, excitação, orgasmo e resolução.

Mas, afinal, como é que estes brinquedos podem ajudar a chegar do ponto A ao ponto O com mais prazer? A sexóloga Vânia Beliz explica. Veja também a galeria de imagens com 30 brinquedos sexuais para quem não tem problemas em ir mais longe e saiba quais são as melhores posições para atingir o orgasmo.

Faz sentido introduzir os brinquedos sexuais quando a vida sexual do casal é satisfatória?

Os brinquedos ou objetos sexuais podem ser usados individualmente ou em casal com o mesmo objectivo, o de aumentar o prazer. Não devem ser usados exclusivamente como um substituto, mas sim como uma fonte extra de prazer.

Quais os brinquedos sexuais que recomenda com mais frequência nas suas consultas?

Recomendo sobretudo a utilização de dildos, no caso de queixas de dor na relação sexual, dor durante a penetração ou vaginismo (contração involuntária da vagina que pode dificultar ou impedir a penetração). E o vibrador, por exemplo, para um casal que aprecia a penetração, mas em que esta está comprometida por alguma disfunção (como ejaculação rápida, disfunção erétil), ou quando o objetivo é quebrar a rotina e aumentar a intimidade.

Sente que o uso de brinquedos sexuais ainda é um assunto tabu entre os portugueses?

Penso que houve um aumento da procura. O conceito do Tuppersexo, em que as mulheres se reúnem em casa com uma vendedora que mostra e vende produtos sexuais, contribuiu muito para desmistificação destes produtos assim como o fenómeno [da saga cinematográfica] «As 50 sombras de Grey».

Além das sex shops, os hipermercados começam agora a vender brinquedos sexuais. Como podemos ter a certeza de que estamos a fazer uma compra segura?

Não só os hipermercados mas também as farmácias e as parafarmácias já estão a vender estes produtos e é muito positivo que assim seja porque isso veio facilitar o acesso a estes objetos e aumentar o controlo de qualidade. Costumo recomendar três produtos que se vendem exatamente nesses locais. Um anel peniano, para o homem, e um vibrador e um estimulador com três pontos de prazer. São produtos seguros e com uma excelente relação qualidade-preço.

Veja na página seguinte: Os cuidados que devemos ter ao usar estes brinquedos

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