Sexo após o divórcio

Como ultrapassar os receios que surgem na fase de recomeço de uma nova vida

Começar a sair e a ter encontros amorosos com outros homens pode ser extremamente confuso e complicado, especialmente para as mulheres divorciadas que estiveram casadas durante muito tempo e têm filhos e ainda não se sentem preparadas para se envolver num novo relacionamento.

Sair com alguém não significa obrigatoriamente que tem de acabar em sexo.

Se não se sente à vontade, não é obrigada a fazê-lo. Por outro lado, e apesar de o período
pós-divórcio poder ser marcado pela tristeza e solidão, também pode ser uma altura da sua vida caracterizada por novas descobertas sexuais, podendo estas novas experiências ser bem diferentes daquilo a que está habituada, especialmente se o seu casamento se deteriorou neste campo. O divórcio pode ser, assim, o sinal de uma grande mudança na vida de uma mulher e deve ser marcado por um aumento da autoestima e da confiança.

A primeira vez

Começar a sair e a ter sexo com outra pessoa pode ser assustador e excitante ao mesmo tempo. Emocionalmente, é normal sentir-se como uma adolescente outra vez, pelo que estar com outra pessoa após o divórcio, pode tornar-se mais estranho do que aquilo que pensa.

É praticamente impossível livrar-se do nervosismo da primeira vez, pelo que deve tentar descontrair e não se colocar em situações que a façam sentir-se desconfortável. Agora mais que nunca é uma mulher livre e deve valorizar a sua posição.

Lembre-se que pessoas diferentes fazem sexo de forma diferente. Seja observadora em relação ao que o seu (novo) parceiro gosta e não gosta e comunique-lhe aquilo que mais gosta e lhe dá mais prazer. Esta nova experiência deve ser encarada com naturalidade para que seja algo positivo e que a faça sentir bem.

Mulheres divorciadas com filhos

Voltar a sair e a ter encontros amorosos quando se tem filhos não é fácil, nem para as mulheres e muito menos para as crianças. O divórcio dos pais para a maioria das crianças e adolescentes é um trauma, o que se reflete no período pós-divórcio em sentimentos de possessividade se os filhos ainda são crianças e ressentimento no caso de serem mais velhos.

A maioria dos filhos de pais divorciados, mantêm, principalmente nos primeiros tempos, a esperança de que os pais voltem a estar juntos, pelo que lhes é difícil aceitar um estranho como parceiro da mãe. Se tem filhos a viver consigo, não deve levar o seu parceiro a casa a menos que se trate de algo sério.

Por outro lado, não deixe que os sentimentos de culpa e desaprovação por parte dos seus filhos levem a melhor. Ter uma vida amorosa e sexual é algo natural, pelo que a frontalidade e o respeito para com os seus filhos devem coexistir com a sua relação amorosa.

Ser uma mãe divorciada não significa que tem de por de parte a sua vida sexual e amorosa. Ter filhos trás algumas desvantagens quando procura uma nova relação, mas não é difícil solucionar algumas situações. Aproveite os fins-de-semana livres, que os seus filhos passam com o pai, para relaxar e restabelecer a sua vida amorosa.

Faça compreender ao seu parceiro a sua relação com os seus filhos e não ceda a pressões. Cabe-lhe a si decidir se deve ou não apresentar o seu parceiro à sua família e quando é a melhor altura para o fazer.

Prepare ainda os seus filhos no caso de a relação se tornar mais séria, fazendo-lhes entender a importância desta na sua vida. A maioria das crianças só querem que os seus pais se sintam felizes e podem ser menos objetores do que aquilo que imagina.

Texto: Clínica euroClinix

artigo do parceiro:

Comentários